a carregar...

UC.PT

Imprensa da Universidade

António Arnaut

António Arnaut nasceu em 1936, em Cumieira, Penela. Advogado, político e escritor. Activista contra a ditadura desde a juventude, membro da Acção Socialista (1965), candidato a deputado pela Oposição Democrática (1969), fundador do Partido Socialista (1973). Após a Revolução de Abril foi deputado, vice-presidente da Assembleia da República e Ministro dos Assuntos Sociais. É autor da lei que criou o Serviço Nacional de Saúde (1978/79), considerada a grande reforma social da democracia, o que lhe tem valido várias homenagens: Prémio Corino de Andrade, Medalha de Ouro dos Serviços Distintos e Prémio Nacional de Saúde do Ministério da Saúde, Sócio Honorário da Academia Portuguesa de Medicina, Medalha de Mérito, ouro, da Ordem dos Médicos, além de outras distinções. A Universidade de Coimbra conferiu‑lhe, por proposta da FEUC, o grau de Doutor Honoris Causa (2014), em reconhecimento da sua acção como impulsionador do SNS.  A. Arnaut foi convidado a ingressar na Maçonaria em 1972, mas só foi iniciado depois da Revolução. Mestre em 1976, atingiu o grau 33 em 1992. Foi venerável e orador da sua Loja, representante à Grande Dieta, membro do Conselho da Ordem e Presidente do Grande Tribunal Maçónico. Como Grão-Mestre (2002-2005) praticou uma política de abertura da Maçonaria à comunidade, recebendo no Palácio Maçónico o Presidente da República, o Presidente da Assembleia da República e outras entidades. É obreiro e Venerável honorário de várias Lojas do GOL. Presidente da Liga Portuguesa dos Direitos do Homem e do Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados. Fundador e Presidente da Associação Portuguesa de Escritores Juristas. É agraciado com a Medalha de Mérito Cultural e Político do Município de Penela, Medalha de Ouro do Município de Coimbra e Medalha de Honra da Ordem dos Advogados. É condecorado com a Ordem da Liberdade (Grande Oficial, em 2004, e Grã Cruz, em 2016). No seu 80º aniversário, a Câmara de Penela deu o seu nome à Biblioteca local.  Estreou-se como escritor em 1954, mas só depois de deixar a política activa (1983) é que pode dedicar mais tempo à escrita, sua paixão de juventude.  Com 30 títulos publicados (poesia, ficção e ensaio), A. Arnaut assume-se como escritor civicamente comprometido, que considera a literatura como “a expressão da sua própria humanidade e da Humanidade toda”. Um livro indispensável para quem deseje conhecer o essencial da Maçonaria: princípio e valores fundamentais, origens e evolução, ritual e iniciação, esoterismo e segredo maçónico, bem como o papel da organização ao longo dos séculos na defesa dos grandes valores do Homem, traduzidos na clássica trilogia — Liberdade, Igualdade, Fraternidade. O autor revela-nos ainda algumas figuras da Maçonaria portuguesa e estrangeira, que são, simultaneamente, grandes vultos na História Universal, traça o quadro maçónico português de 1727 à actualidade, dá-nos um esboço da “Opus Dei”, que considera uma anti-maçonaria, e aborda as relações com a Igreja Católica. Publica, finalmente, vários documentos históricos, dos quais se destaca um artigo de Fernando Pessoa em defesa da Ordem Maçónica. Livro oportuno e necessário para desfazer mitos e preconceitos, pois, como escreve o autor, a Maçonaria “continua envolta na névoa do mistério e na verrina da maledicência. Há no inconsciente colectivo um lastro de veniaga deixado pelos verdugos da Inquisição e dos regimes totalitários que, de quando em vez, ainda aflora no espírito dos incautos”. Que organização é esta, que cultiva a tolerância e o livre pensamento, que fez a independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa, liderou as revoluções liberais e republicana em Portugal, que teve e tem no seu seio, monarcas e presidentes da República bispos e leigos operários e intelectuais, crentes de todas as religiões e agnósticos de todas as sensibilidades?
Introdução à Maçonaria vem responder a muitas destas interrogações. 

Obras editadas na IUC:

Introdução à Maçonaria