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Imprensa da Universidade

Mnemosyne kai sophia

Mnemosyne Kai Sophia

Coordenadores: José Augusto Ramos; Nuno Simões Rodrigues
Língua: Português
ISBN: 978-989-721-021-1
ISBN Digital: 978-989-721-022-8
DOI: http://dx.doi.org/10.14195/978-989-721-022-8
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra
Edição: 1.ª
Data: 2014
Preço: 20,00 €
Dimensões: 230 mm x 160 mm
N.º Páginas: 200

Sinopse:

Na mitologia grega, Mnemósine é a personificação da Memória. Filha de Úrano e de Gaia, i.e. do Céu e da Terra, Mnemósine pertence ao grupo das chamadas Titânides, tendo sido igualmente uma das figuras a quem Zeus se uniu sexualmente e de quem nasceram as nove Musas. Sofia é a personificação da Sabedoria, não tendo, porém, uma presença tão marcante no corpus mitológico clássico como a que se reconhece a Mnemósine. Na tradição semítica do Oriente pré-clássico, particularmente representada pela Bíblia, o conceito de sabedoria avulta bastante mais do que o de memória, no domínio concetual e simbólico. Sabedoria projeta-se até ser uma das mais relevantes hipóstases, de estatuto quase divino. A importância que o rótulo e o conceito de sapiencial assumem nas literaturas e culturas do Antigo Oriente traduzem essas ressonâncias de profundidade. Pelo balancear intersemítico das semânticas aqui intervenientes, verficamos que a ideia de profundidade e mistério é o matiz específico que dá nome à sabedoria em acádico, nemequm. O conceito de memória, por seu lado, situa-se a um nível menos metafísico, mas institui-se como uma quase ritualização cultural da identidade, que a parenética bíblica tanto sublinha e que o «fazei isto em minha memória», da última ceia de Jesus, exprime bem.
É pois destas divergências/convergências que este volume trata, partindo de perspetivas historiográficas, filológicas e filosóficas de pré-classicistas até chegar à receção do tema em pleno Renascimento, sem deixar de passar, naturalmente, pelo imenso património que a Antiguidade Clássica nos legou.

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