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Imprensa da Universidade

Saberes e poderes no Mundo Antigo: estudos ibero-latino-americanos. Vol. II: dos poderes *

saberes e poderes 2

Organizadores: Fábio Cerqueira; Ana Teresa Gonçalves; Edalaura Medeiros; Delfim Leão
Língua: Português
ISBN: 978-989-26-0625-5
ISBN Digital: 978-989-26-0626-2
DOI: http://dx.doi.org/10.14195/978-989-26-0626-2
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra/Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos
Edição: 1.ª
Data: Junho 2013
Preço: 21,00 €
Dimensões: 160 mm x 230 mm
N.º Páginas: 338

Sinopse:

Que investigadores da Península Ibérica estudem a História de Roma poderá não constituir admiração, porque os Romanos estiveram lá, há vestígios das suas cidades, subsistem inscrições a dar conta de nomes de pessoas e de divindades... Poderia, porém, estranhar-se que a América Latina assistisse, cada vez mais, a redobrado interesse pelo que aconteceu nessas remotas eras. Não é de admirar! A identidade de cada um dos países postula o reencontro das suas raízes – e essas estão, não há dúvida, nas margens mediterrânicas.
Temos, pois, ementa bem recheada e variada, opiparamente servida por mais de uma trintena de investigadores, provenientes de universidades do Brasil, da Argentina, de Portugal, do México, Uruguai, Chile, Espanha. Fecunda e diversificada panorâmica esta, em que a arrumação temática vivifica o já de per se variegado cromatismo do mosaico.
Toda a documentação da mais variada índole é, pois, chamada a intervir para traçar uma perspetiva abrangente tanto no espaço como no tempo, pois que por aqui perpassa toda a Antiguidade Clássica (Grécia e Roma) desde o Oriente ao Ocidente, desde uma Corinto arcaica ao papel desempenhado pelos Vândalos na «transição entre a Antiguidade e o feudalismo»…
As manifestações artísticas, mesmo que em singelos artefactos cerâmicos, revelam perspicaz olhar sobre a realidade circundante. Uma das características, a meu ver, da investigação sobre História Antiga na América Latina reside no recurso às fontes literárias, cuja análise entusiasma, dado que aí, inclusive, se «experimentam» aplicações de teorias sobre a História e a Sociedade. Aliás, não surpreende a influência do quotidiano (agora, global): identidade e confronto, o local versus o global, o pragmatismo do concreto contra a aparente inutilidade da abstração… E essa misteriosa simbiose entre os poderes político, económico, militar e religioso? Sentimo-la intensamente nos nossos dias, mais ou menos evidente aqui e além.

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