a carregar...

UC.PT

Imprensa da Universidade

Eu mesma matei meu filho: poéticas do trágico em Eurípides, Goethe e García Lorca

mateimeufilho

Autor: Claudio Castro Filho
Língua: Português
ISBN: 978-989-26-1221-8
ISBN Digital: 978-989-26-1222-5
DOI: http://dx.doi.org/10.14195/978-989-26-1222-5
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra
Edição: 1ª
Data: Junho 2016
Preço: 26,50 €
Dimensões: 160 mm x 230 mm
N.º Páginas: 246

Sinopse:

A representação poética do filicídio materno é o eixo conceitual para a aproximação, proposta neste livro, entre três dramaturgos que, embora distantes no tempo, se avizinham no interesse que compartilham pela matéria trágica. A partir desta perspectiva, a Medeia (431 a.C.) de Eurípides, a Gretchentragödie (1790) de Goethe e a Yerma (1934) de García Lorca confirmam-se como obras teatrais cujo sentido do trágico repousa na antinomia do assassinato da criança pelas mãos daquela que lhe deu a vida. O filicídio, nestes casos, funciona antes como metáfora plurivalente que afirma o corpo e o feminino como residências trágicas de conflitos primordiais: o sagrado versus a razão, a estética versus a política, a literatura versus a filosofia, a intuição versus o conceito. Neste panorama, o presente ensaio propôe uma leitura comparada entre os clássicos em questão e o debate intelectual que as suas tragédias suscitaram, desde as discussões sobre o valor da poesia e da catarse (Platão, Aristóteles), passando pelas questões do sublime e da vontade (Kant, Schiller, Schopenhauer) até às modernas revisões do trágico propostas por Nietzsche e Unamuno.

carrinhodecompras