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Vídeo e dança no Jardim Botânico

O Jardim Botânico recebe segunda-feira, dia 16, às 21.30, o FONLAD - Festival Internacional de Video Arte e Performance, com um projeto Videolab que trará vídeo e dança à plataforma da figueira-estranguladora. A entrada é gratuita, e será feita pelo Portão dos Arcos.

FONLAD

O Projecto Videolab apresenta uma sessão de vídeo arte inspirada na dança. Este momento está pensado para o espaço junto à Figueira Estranguladora do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e insere-se no trajecto que a Associação Videolab tem feito na procura de estabelecer relações entre a vídeo arte e os espaços onde é apresentada.

Sendo assim este evento vai ter um momento de dança ao vivo de Carla Forte em simultâneo com a apresentação do seu vídeo “Emotional Zero”. Vão ainda ser apresentados trabalhos de Daz Disley (UK), cie. toula limnaios&Giacomo Corvaia (De), Karina Zen e Giovanni Bertoletti (De) e Michele Manzini (It).


EMOTIONAL ZERO (2016) de Carla Forte (USA) Vídeo Art Performance, 20 ́23 ́

Emotional Zero é uma Video-Arte/ Performance que combina movimento, ações e emoções, tendo como ponto de partida a linguagem corporal. Jogando com a masculinidade e a feminili- dade, Carla Forte pretende transportar pessoas comuns para o mundo mágico da simplicidade.


Carla Forte é realizadora de cinema, guionista e performer. É fundadora e directora executiva do Bistoury Physical Theatre and Film. Realizou obras de vídeo arte apresentadas internaciona- lmente, como “Interrupta”, Selecção Oficial do 27o Festival Les Instants Vidéo em 2014. O seu trabalho cinematográfico inclui o filme “ANN”, Selecção Oficial do 16o Festival Euromediterraneo Calabria, Itália, 2016; o documentário “The Holders”, que estreou mundialmente no Miami Inter- national Film Festival em 2015; Curtas-metragens “Imaginarium” e “Reset” selecionadas para o Short Film Corner do Festival de Cinema de Cannes; bem como a longa metragem “Urban Stories”, vencedora do Melhor Argumento, Melhor Cinematografia e Melhor Longa-Metragem no Bootleg Film Festival em Toronto; e Menção Honrosa no Los Angeles Movie Awards e no Lucerne International Film Festival, Suíça.


TRAVERSAL #01 (2018), Daz Disley (UK), 1:05 mn

Primeira parte de uma série de trabalhos em vídeo- dança no qual se examina a ideia de “evoluir para os lados” em vez de crescer implacavelmente para cima.

A bailarina Vagia Kapousidou atravessa o espaço no estúdio Enter-Pilates, Thessaloniki, na Grécia.

Música: Andy Penny

Camera e produção: Daz Disley


WE ARE MADE (2016), cie. Toula Limnaios&Giacomo Corvaia (De), 38:54 mn

Série de retratos ligados uns aos outros, que con- tradizem, harmonizam e entram em diálogo uns com os outros... As imagens perseguem-se mutua- mente. As figuras exploram paisagens que são ao mesmo tempo distintas e obscuras, como num deva- neio - aparições de sonhos, memórias enraizadas no quotidiano, cheias de beleza e poesia.


GOOD NIGHT (2017), Karina Zen&Giaovanni Bertoletti (De), 4:31 mn

No vídeo Good Night, um curso de água muda de direção várias vezes devido ao fecho de uma comporta num rio adjacente. Tal facto é evidenciado pelas folhas de outono que flutuam na sua superfície, como se fossem indiviiduos arrastados da sua rotina diária.

Noutro nível, as árvores refletidas na água fornecem um sólido fundo ao movimento.

A voz do T.S. Eliot lendo um excerto do poema “The Waste Land” sobrepõe-se ao som da cidade.


IN THE HOUSE OF MANTEGNA (2017), Michele Manzini (It), 6:36 mn

Nos seus cadernos, Simone Weil escreveu que “cada afirmação verdadeira é um erro se o seu oposto não é pensado ao mesmo tempo, e não pode ser pensado ao mesmo tempo”. A mediação de contradições é apenas uma imagem alterada das polaridades irreconciliáveis que, em vez disso, constituem a realidade. Mas pensar no impensável leva-nos a um lugar que a razão nunca conseguiu penetrar.