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Espaços do Jardim

   
 

Alameda das Tílias


É um dos lugares emblemáticos do Jardim, que nos traz à memória
os antigos passeios públicos das cidades europeias. Aqui, o
cenário aprazível muda sazonalmente e em Maio/ Junho acresce
à beleza deste espaço o agradável perfume das flores.

 

Estufa Grande


Construída em 1856, é um dos mais antigos edifícios da arquitectura
do ferro em Portugal. A conjugação perfeita entre o ferro e o vidro
conferem a este espaço uma beleza invulgar. Alberga essencialmente
plantas tropicais e subtropicais. Está dividida em três secções, que
reproduzem climas tropicais, subtropicais e temperados. Aqui
encontramos uma grande diversidade de espécies, das quais se
destacam orquídeas, plantas carnívoras, árvores tropicais e fetos.

 

Estufa Victória


Possui um lago artificial, onde podemos encontrar, entre outras
espécies, o maior nenúfar do mundo, a Victoria cruziana, originária
da região equatorial do Rio Amazonas. As folhas podem atingir até
2 metros de diâmetro e suportar cerca de 30 kg na sua superfície;
as flores, perfumadas e exuberantes, duram apenas 48 h, sendo
brancas no primeiro dia e rosa-púrpura no segundo. Um dos
prodígios da Natureza patente ao público nos meses de Verão.

 

Recanto Tropical


A excelente exposição solar permitiu recriar neste espaço um
ambiente tropical, com palmeiras de diferentes espécies oriundas
de todos os continentes, incluindo a única espécie portuguesa,
espontânea no Algarve, Chamaerops humilis ssp. humilis, assim
como muitas estrelícias arbóreas (Strelitzia nicolai).

 

Quadrado Central/ Fontanário


Este terraço pode-se considerar o “berço” do jardim. As
características típicas do estilo neoclássico estão aqui bem
representadas. Portões de ferro forjado, cantarias, muros e canteiros
projectados geometricamente, estão orlados com sebes de Bucho.
A diversidade reina neste lugar, onde Magnólias variadas, Cerejeiras
de jardim, Azáleas, entre outras, ladeiam um grandioso Fontanário
Central, transmitindo a esta área toda a atmosfera do Romantismo.

 

Estufa Fria


Construída na década de 50, sob direcção do então director e
ilustre botânico Prof. Dr. Abílio Fernandes. Aqui habita uma flora
adaptada a ambientes húmidos e sombrios. As plantas estão
rodeadas por uma cascata mural e um pequeno riacho que
atravessa toda a estufa. Pode apreciar ainda uma estátua dessa
época, de nome “Botânica”, um nu feminino do escultor Martins
Correia, que simboliza a Ciência das Plantas.

 

Escolas Sistemáticas . Escola Médica


Durante muitos séculos e mesmo nos nossos dias, a medicina
apoiou-se na botânica para a investigação de propriedades
terapêuticas de algumas plantas. As escolas de Sistemática do
Jardim Botânico, que constituem uma reserva para o banco de
sementes do Jardim, são escolas de Botânica, destacando-se a
Escola Médica que apresenta plantas aromáticas e medicinais. As
plantas encontram-se organizadas e distribuídas nos canteiros por
ordem das famílias a que pertencem.

 

Bambuzal . Capela de São Bento


Podemos chamar a esta zona a “Catedral do Bambu”. Introduzida
no Jardim em 1852, a Phyllostacys bambusoides é a espécie de
bambu com melhor adaptação ao Jardim, ocupando hoje uma
área total de um hectare da mata. Encontramos ainda nesta parte
do Jardim a capela de São Bento, inicialmente uma casa de fresco
do séc. XVII que foi adaptada a local de oratória na época dos
frades Beneditinos.

 

Mata


A mata ocupa dois terços da área total do jardim. Nesta zona
predomina uma densa vegetação, composta na sua maioria por
árvores exóticas de várias regiões do mundo. Neste espaço as
espécies vivem em competição livre e directa. Esta área inclui
ainda um vale com uma colecção de Monocotíledónias, 50 espécies
diferentes de eucaliptos, uma estufa-fria, a magnífica plantação
de bambus. Mais recentemente foi instalado um pomar que invadiu
esta zona de novos perfumes.

 

Portão Principal


Da autoria de Mestre Galinha, este portão, que dá mote à
sacramental pergunta aos caloiros de Coimbra, na praxe
académica (”Preto é, Galinha o fez em Coimbra?”), feito em ferro
forjado com aplicações de bronze, foi concluído em 1884. Este
é um bom exemplo do estilo neoclássico, conjugado com a arte
de trabalhar o ferro, muito em voga nos finais dos séc. XIX.

 

Estátua de Júlio Henriques


Nomeado director do Jardim Botânico de Coimbra em 1873, intensifica
as trocas de plantas e sementes com outros Jardins Botânicos. Do
Jardim Botânico de Java consegue sementes de espécies do género
Chinchona de cuja casca se extrai o quinino fundamental para o
combate ao paludismo. Dirigiu várias expedições científicas com o
objectivo de recolher espécies da flora portuguesa. Foi também o
fundador da primeira e única sociedade científica botânica do país,
a Sociedade Broteriana. Estátua esculpida por Barata Feio em 1951.

 

Baixo Relevo de Luís Carrisso


Nomeado director do Jardim em 1918, dá continuidade ao trabalho
do Professor Júlio Henriques no enriquecimento do Herbário do
Jardim Botânico de Coimbra. Dirige várias expedições científicas
com esse fim no território português e desenvolve a recolha de
espécies da flora Africana. Veio a falecer prematuramente numa
expedição em Angola. Baixo-relevo da autoria de José dos Santos
em 1948.