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Hortus Musicalis: música no Jardim Botânico

Publication date: 27-06-2018 09:26

Hortus musicalis

O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra recebe em Julho e Setembro o ciclo de música Hortus Musicalis, uma colaboração com o Jazz ao Centro Clube.

Serão seis concertos, sempre à sexta-feira, que seguem a passagem do dia solar - manhã, início de tarde e início da noite - e que irão decorrer por vários espaços do Jardim Botânico.

Este ciclo procura oferecer uma pausa para reequilíbrio da energia, atenuando a passagem veloz de dias demasiado longos e apressados, que se misturam e confundem com a noite. É ainda um convite para uma viagem no tempo - o tempo da música, ao correr do dia - e no espaço - por vários recantos do Jardim Botânico, que nos transportam, através das suas colecções de plantas, numa viagem pelo planeta.

A entrada é livre e gratuita. O ponto de encontro é no Portão dos Arcos.


Hortus musicalis


6 JULHO, 18h30
JOANA GUERRA


Joana Guerra, cantora e violoncelista, tem um percurso artístico atípico, entre a
improvisação e a composição. Ela consegue a união iluminada entre a canção e a electro acústica que estabelece em 'Cavalos Vapor' – segundo disco a solo com edição da Revolve de Novembro 2016 – um tratado de encanto. Canções impressionistas e experimentais, alinhadas pela hipnose do violoncelo, que se revelam em camadas de luz sobre as quais paira uma voz em chamamento onírico. É das intérpretes mais transversais no universo nacional e com uma presença consistente, não só a solo, mas também no teatro, na dança ou na colaboração intensa com os nomes mais relevantes da cena de improvisação livre. No Jardim Botânico apresenta-se a solo, com o seu violoncelo acompanhado pela voz & loop.


Hortus musicalis


13 JULHO, 13h
LAVOISIER


"Lavoisier é uma química roubada e transformada. É impossível de criar. Lavoisier é a voz de Patrícia Relvas e a guitarra eléctrica de Roberto Afonso. Lavoisier começou enquanto terapia musical berlinense para tratar uma crise de identidade lusitânica. Lavoisier é música antropofágica que primeiro desconfia e depois fia de novo, para morder como quem beija. É John Gil, Caetano Mccartney, Elis Simone, João Buckley, Zeca Buarque, Afonso Relvas. Lavoisier é dar nome ao oxigénio. Lavoisier é pateada de bom gosto e palmas à palmatória. É impossível de perder.* "
*Texto que rouba e transforma o manifesto Lavoisier (whoislavoisier.com)
Hugo Henriques


Hortus musicalis


20 JULHO, 9h30
PEDRO MELO ALVES


As ideias, todas, num só ponto.
- fratura e pululação.

A solo, Pedro Melo Alves traz uma narrativa sensorial de percussão e electrónica à volta da palavra. À procura de um fluxo vivo e presente, o músico envolve-se numa relação plástica de fragmentação, fusão e metamorfose, de limites ambíguos e perturbadores que expõem a fragilidade do eu e do controlo. Presença e ausência, identidade e dispersão, realidade e virtualidade, solidão e colectividade. O discurso visceral da percussão e da voz alimentam esta esfera abstracta de confrontos. Fratura e pululação. No fim, talvez a cedência de controlo e o encontro de todos num.

Hortus musicalis


14 SETEMBRO, 9h30
MARCELO DOS REIS & ANGÉLICA SALVI


Foto: Nuno Martins

A colaboração entre Marcelo dos Reis e Angélica Salvi partiu da sugestão de Evan Parker, durante uma residência artística do saxofonista britânico em 2012, nas Aldeias de Xisto.  A combinação entre guitarra clássica e harpa materializou-se no disco ‘Concentric Rinds’. Nas palavras do crítico Rui Eduardo Paes, este é ‘um disco feito de escuta mútua, com a música a respirar e espaços não preenchidos, silêncios. O que ouvimos decorre de gentilezas, partilhas, princípios democráticos. Por vezes o diálogo é uma discussão, mas não há notas a mais, assim como não há a menos. Vai-se sucedendo uma revivificante troca de desafios e até de armadilhamentos, comprovando que só existe consenso, compromisso, por via do desacordo e da diferença. O que aqui vem não é música para entreter ou para distrair. Pode ter um efeito calmante, pode ser introspectiva e contemplativa, mas exige muito do ouvinte.' 

Hortus musicalis



21 SETEMBRO, 13h
ADRIANA SÁ & JOHN KLIMA

FOTO:
"String Practice", Lisboa Soa 2017, Estufa Fria.
Foto: Vera Marmelo

O trabalho musical de Adriana Sá e John Klima explora partituras gráficas criadas por Adriana, com um sistema de notação que coreografa vocabulário musical, sequência, textura e densidade, deixando muitos aspectos à livre interpretação. Nesta performance, Adriana toca uma zither modificada (instrumento de cordas ancestral), arames amplificados e um software reactivo, que processa sons pré-gravados com base nas frequências sonoras da zither e dos arames. John toca um longo arame de aço, captando ressonâncias magnéticas com um microfone de sua criação. O título é uma homenagem lúdica à teoria das cordas, a qual procura unificar as teorias da relatividade e da mecânica quântica. Afirma que toda a matéria é formada por pequenos filamentos de energia, descrevendo como se propagam pelo espaço e interagem uns com os outros.

Hortus musicalis



28 SETEMBRO, 19h
MBYE EBRIMA


Mbye Ebrima é natural da Gâmbia, onde viveu grande parte da sua vida. É um djéli: tocador de kora, cantor e conhecedor de história dos seus. O seu pai, Alagi Mbye, é um dos exímio executante da kora e transmite a herança cultural do povo em programas de rádio semanais. A sua mãe, Jabou Susso, é djélimuso e dedicou-se ao canto. Em Fevereiro de 2015 visitou Lisboa e, encontrando uma cidade multi-cultural e aberta para ouvir o seu kora e a sua história, decidiu fixar-se aqui por alguns meses. Além de actuar a solo, criou e faz parte de vários projectos. No Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, o djéli Mbye Ebrima apresentará o seu projecto solo - a música enraizada na Senegâmbia, mas interpretada da sua própria forma – o resultado da sua experiência e pesquisa musical.


ORGANIZAÇÃO
Jardim Botânico da UC e Jazz ao Centro Clube
CURADORIA
Catarina Pires e José Miguel Pereira / JACC
PRODUÇÃO / JACC
Adriana Ávila
TÉCNICOS DE SOM/ JACC
Rafael Silva e Gonçalo Parreirão
FOTOGRAFIA
João Duarte
DESIGN GRÁFICO
Joana Monteiro