Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de utilização. Ao navegar aceita a política de cookies.
OK, ACEITO
Destaque

Lançamento do livro "O Meu País é o Que o Mar Não Quer e Outras Peças"

Lançamento do livro com presença do autor, Ricardo Correia, João Maria André e Fernando Matos Oliveira
22 março
João Maria André, Fernando Matos Oliveira e Ricardo Correia
João Maria André, Fernando Matos Oliveira e Ricardo Correia
© Cláudia Morais/TAGV

Reúnem-se neste volume peças criadas e levadas a cena pela Casa da Esquina, sob a direcção de Ricardo Correia: O Meu País é o Que o Mar Não Quer, Republicário, #Exílio(s) 61-74 e um auto-intitulado Manual de Criação de uma Comissão de Inquérito, uma espécie de manifesto teatral que ajuda a compreender, em grande medida, o modo como as peças foram criadas e produzidas. O género teatral da primeira e da terceira peça é o teatro documental: a primeira sobre a vaga mais recente de emigração deste país e a segunda sobre os exílios entre 61 e 74, sobretudo no contexto da guerra colonial. Trata-se de um teatro baseado na investigação de documentos sobre acontecimentos históricos ou núcleos temáticos dramatúrgicos, na escuta de vozes e testemunhos de quem viveu os acontecimentos, no entretecer de memórias e expectativas de um povo exilado de si próprio no desconcerto do tempo. Na peça Republicário ressoam vozes longínquas como as das utopias de Platão, Thomas More ou de Campanella: os nomes que não são nomes, as origens que se perdem na distância e até o protagonista que simboliza o veículo do saber nas suas vicissitudes históricas, em jeito de evocação memorial da república e da democracia no diagnóstico da sua ausência.

A Coleção Dramaturgia dedica-se à escrita para teatro, acolhendo clássicos, modernos e contemporâneos, autores consagrados e emergentes, com atenção especial dedicada aos processos de transformação da escrita de palco. A coleção apresenta no espaço da língua portuguesa uma proposta editorial de referência no domínio do teatro, propondo edições criteriosas e acompanhadas de aparato crítico.

Ricardo Correia (n. 1977) é diretor artístico da Casa da Esquina, estrutura de criação e programação de Coimbra, onde desenvolve trabalho de criação transdisciplinar em regime colaborativo, investindo numa dramaturgia original, de mediação entre o real e a ficção, do arquivo como prática, implicando o documental, o autobiográfico, a pós-memória e o questionamento do território e da receção do público. É encenador de mais de 20 espetáculos, apresentados em vários teatros, escolas, festivais prestigiados (FIT em Belo Horizonte, BE Festival em Birmingham) e em várias geografias internacionais (Vigo, Santiago de Compostela, Rio de Janeiro, São Paulo, Leipzig, Londres, Newcastle, entre outros). Desde 2015, codirige o Clube de Leitura Teatral (Teatro Académico de Gil Vicente/A Escola da Noite), sendo curador, na área das artes performativas, da Bienal de Arte Contemporânea ANOZERO/15 e 17 do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. É autor de cerca de uma dezena de textos para teatro. A sua mais recente obra, intitulada “Call Center”, foi editada pelo Teatro Nacional D. Maria II & Bicho do Mato, no volume “Laboratório de Escrita para Teatro – Textos 2017/2018” (coord. Rui Pina Coelho). A compilação dos textos de teatro “O Meu País é o Que o Mar Não Quer” foi agora editada no âmbito da Coleção Dramaturgia do Centro de Dramaturgia Contemporânea, Imprensa da Universidade de Coimbra e Teatro Académico de Gil Vicente.

Siga aqui o link para o evento TAGV.