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O Desenho como Potência — Prática como Investigação

O Desenho como Potência — Instalação e performance de Vanda Madureira integrada no contexto de Prática como Investigação do LIPA
27 junho, 2019
O Desenho como Potência
O Desenho como Potência
© Vanda Madureira

A instalação e performance (com debate) da autoria de Vanda Madureira aconteceram no dia 26 de junho de 2019 no Teatro Académico de Gil Vicente na rubrica Performance, agora!, constituindo-se uma parte prática do seu doutoramento. Este projeto integra a linha Prática como Investigação do LIPA.

Performance, agora! É um programa de apresentação pública de criações no domínio da arte da performance, a decorrer no TAGV com uma periodicidade mensal. O programa integra a cada edição e de modo variável performances, exposições, debates e entrevistas. Pretende-se dar conta da influência crescente da linguagem e dos processos criativos da performance, visíveis nas suas inúmeras articulações interdisciplinares. Ao mostrar, fazer, re-fazer e documentar a performance, o programa evidencia uma presença que se estende ao próprio regime performativo da arte e da cultura contemporânea.


O Desenho como Potência
decorreu em 3 momentos distintos:

1- Desenho em 3 Atos
Instalação vídeo/Tríptico de Desenho de Ação
Adumbratio Vivus + Tribuo +  Adumbratio Intimus
Local Sala Branca TAGV (até 12 de julho)

2- Desenho Ecuménico
Performance/Desenho de Ação
Eu desenho de ti, tu desenho de mim
Nós, etéreo esboço
– Desenho, talvez te quisesse tomar para mim, mas se tu já me tomas…
E tomar? não será sorver, em vez de possuir?
Possuir sem ter posse
Estar possuído por ti e livre de nós.
Enlear e ser saber enleado
Unirmo-nos de nós numa multiplicidade de linhas.
O verso do uno, o multireverso.

3- Metabolismos da Performance no Espaço Académico
Conversa
Com Carlos Gordilho, Nelson Guerreiro, Liliana Coutinho
Moderação Fernando Matos Oliveira


Encarar o desenho como potência vai para além da dimensão performática do próprio desenho enquanto acção que se consubstancia como vestígio, rasto e comprovativo de uma mão-corpo. Desvela-o como potência. É um gesto-abertura que antecipa e reinvindica a acção, tal qual uma performance que se prolonga para além de si nos caminhos que abre depois de ocorrida ou acontecida.Por outro lado, sendo potência enquanto desenho, este assume a condição de um desenho que está para vir e que está para acontecer. Deste modo, é um desenho-porvir.Interessa-me particularmente esta relação com o desenho que está ligado às concepções mais canónicas e estabelecidas da Arte em que o desenho, autónomo ou como esquiço que prepara a obra de arte, participa e reveste a própria condição de artista.
Vanda Madureira


Visite a página LIPA dedicada ao projeto aqui.