Maria João Padez
Conimbriga: a vida de uma cidade da Lusitânia de Virgílio Hipólito Correia
A Imprensa da Universidade de Coimbra foi fundada em 1772 pelos Estatutos da Universidade tendo funcionado até 1934, ano em que foi extinta durante o regime do Estado Novo. O Diretor era então o Professor Doutor Joaquim de Carvalho. Numa homenagem a este professor nascido na Figueira da Foz, foi instituído em 2010 o Prémio Joaquim de Carvalho, que distingue anualmente uma das obras publicadas pela Imprensa da Universidade de Coimbra no ano anterior. A obra Conimbriga: a vida de uma cidade da Lusitânia, da autoria de Virgílio Hipólito Correia, foi a vencedora da 16.ª edição do Prémio Joaquim de Carvalho. Em 2025, o prémio contou com o apoio da The Navigator, empresa produtora de papel com uma
forte ligação à Figueira da Foz.
A obra premiada oferece uma visão completa da arqueologia do principal sítio arqueológico portu-guês, desde as suas origens na Pré‑história recente até à sua desertificação nos alvores da Idade Média. A ocupação da cidade romana e do seu território, que beneficia de 130 anos de investigação arqueológica é um dos aspetos centrais da obra, indispensável para compreender um elemento essencial da história da província romana da Lusitânia.
De acordo com o júri, a obra reúne informações de relevante valor histórico, que a tornam um contributo ineludível para futuras investigações.
Virgílio Hipólito Correia é doutorado em Arqueologia pela Universidade de Coimbra. Trabalhou no Serviço Regional de Arqueologia da Zona Sul do Instituto Português do Património Cultural e, posteriormente, em Conimbriga, onde dirigiu o Museu Monográfico entre 1999 e 2017. É investigador integrado do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra e autor de mais de uma centena de trabalhos publicados sobre temas que vão da Idade do Bronze à Época Romana, bem como sobre a gestão do património.
De sublinhar ainda que esta obra surge oportunamente num momento em que novas escavações estão a ter lugar em Conimbriga, com a participação de equipas da Universidade de Coimbra. Mais estruturas arquitetónicas começam a revelar‑se, motivando trabalhos científicos na área da obra agora premiada.