Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de utilização. Ao navegar aceita a política de cookies.
OK, ACEITO

Histórico

1985

É organizado, na dependência dos Serviços Académicos da Universidade, um Núcleo de Apoio ao Estudante Deficiente Visual para produção de textos em linguagem Braille e em áudio, bem como a reprodução de cassetes (fonocópia).

A sua génese deve-se à capacidade organizativa e reivindicativa de um grupo de estudantes universitários com deficiência visual e à sensibilidade do Secretário-Geral da Universidade para os problemas dos estudantes que, de imediato, concretizou um modelo de resposta às necessidades mais prementes por eles sentidas. Para a instalação desse Núcleo foram disponibilizadas uma sala e respectivo mobiliário, um funcionário, um gravador e reprodutor de cassetes e uma máquina Perkins para reproduzir escrita em linguagem Braille.

A formação do funcionário foi dada, inicialmente, pelos estudantes e, no final desse ano, pelo Centro de Recursos do Ensino Integrado (CREI) do Ministério da Educação, sedeado em Coimbra. O Núcleo iniciou as suas actividades reproduzindo textos para nove estudantes deficientes visuais a frequentarem as Faculdades de Direito e de Letras.

1989

Reformulação do Núcleo de Apoio, sendo então criado o “Serviço de Apoio ao Estudante Deficiente”.

O seu público-alvo passa a englobar todos os estudantes com deficiência - visual, motora, auditiva e situações de incapacidade geradas por doença orgânica.

  • Alargamento da sua área de intervenção aos domínios didácticos e pedagógicos.
  • Atendimento, acompanhamento e apoio personalizado aos utentes e interface com os diversos serviços universitários ou não que interagem com estes estudantes.
  • Dinamização de um centro produtor de obras em Braille e suporte áudio, criando matrizes para depósito vivo.
  • Estabelecimento de articulação com outros centros produtores nacionais e estrangeiros.
  • Criação de um centro de documentação Braille e sonoro.
  • Articulação com os docentes e órgãos de gestão das faculdades.
  • Disponibilização de aulas de mobilidade e de Braille.

O Serviço passa a ocupar outras instalações - acessíveis a qualquer tipo de deficiência e aumenta o número de funcionários e de equipamentos.

O Serviço mantém a sua dependência hierárquica dos Serviços Académicos e passa a ser coordenado por uma assessora de carreira - Dr.ª Maria Isabel Simões Patrício.

1993

O Serviço de Apoio é oficialmente criado pelo Senado da Universidade, passando a designar-se por “Gabinete de Apoio Técnico-Pedagógico ao Estudante Deficiente”.

Desde então, ampliaram-se as instalações, informatizou-se a produção de Braille; carregou­-se na base de dados da PORBASE o catálogo do espólio existente (cerca de 1.000 títulos); adquiriu-se equipamento informático para um posto de trabalho (autónomo) dos estudantes cegos e amblíopes; ministrou-se formação aos estudantes deficientes visuais para utilização dos equipamentos.

Procedeu-se em 1996, ao primeiro levantamento das “Principais barreiras arquitectónicas na Universidade”, visando-se, actualmente, definir um projecto de acção sobre a sua eliminação.

De destacar ainda a participação do Gabinete nos Programas Comunitários, respectivamente “Hélios II” (1993-1996), programa a favor da integração da pessoa deficiente e “HEAG” (1998-2002) - base de dados que facultar uma descrição dos serviços especializados de apoio a estudantes com deficiência nas Instituições de Ensino Superior dos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido e Suécia, a fim de facilitar a escolha destes estudantes e seus orientadores relativamente às possibilidades de estudo e de actividades de intercâmbio cultural.

Foi o único serviço do género, a nível nacional, a integrar o grupo de 20 instituições europeias do ensino superior.

2003

Com a reestruturação dos Serviços da Administração, o Gabinete passou a integrar-se na Divisão Técnica-Pedagógica – estrutura de apoio aos estudantes que, através de uma intervenção técnica especializada, pretende contribuir para o seu desenvolvimento pessoal e social, promovendo a melhoria académica e inserção na vida activa.

Com a designação de “Apoio Técnico-Pedagógico a Estudantes com Deficiência” (ATPED), e sem abandonar o desenvolvimento das missões atrás descritas, o ATPED reflecte, a par da grande sensibilidade, o interesse manifestado, tanto pelo Magnifico Reitor como pelo Secretário-Geral, na necessidade de se equacionarem as questões inerentes às condições de estudo deste grupo de estudantes e, para elas, organizar respostas adequadas.

É uma estrutura que se dirige a todos os estudantes independentemente do tipo e grau de deficiência ou necessidade educativa especial apresentada: a par das deficiências mais conhecidas motoras, da visão e auditivas, muitas outras alterações de funções ou de comportamento como por exemplo a epilepsia, a dislexia, as neuroses, a insuficiência renal, a lentificação ou outras sujeitas a forte medicação e vigilância médica, podem afectar a integração social dos estudantes e o seu rendimento escolar se os processos de ensino-aprendizagem não reconhecerem ou não se adequarem às suas especificidades próprias.

2011

Com a criação do Centro de Serviços Comuns e a consequente reestruturação da administração da universidade após agregação dos serviços das faculdades autónomas, o Gabinete de Apoio aos Estudantes com Necessidade Educativas Especiais foi integrado transitoriamente no Serviço de Gestão Académica, Divisão de Graduação e Formação, mantendo as atividades que já caraterizavam esse gabinete.

2012

Em 2012, transitou por fim da área académica que lhe deu origem, para os Serviços de Acção Social da Universidade (SASUC), onde se já se encontravam todos os outros serviços de apoio aos estudantes da universidade, mais precisamente na Direção de Serviços de Apoio ao Estudante.