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JARDIM BOTÂNICO ACOLHE NOVO CARVALHO, EM INICIATIVA DE PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

A partir de 30 de abril já é possível observar a nova espécie crescer, no Terraço Júlio Henriques. A plantação inseriu-se na iniciativa “As Árvores da APAP” que decorreu em simultâneo em sete jardins de todo o território nacional.
30 abril
Jardim Botânico
Jardim Botânico
© Fotografia: © UC | Marta Costa

O nome científico é Quercus velutina Lam., também conhecido como Carvalho Negro, e é uma árvore nativa da América do Norte “que não existia na coleção de plantas vivas do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (JBUC)”.

Explica a diretora do JBUC, Teresa Girão, que o Velutina, “significa aveludado, devido aos pelos finos que são encontrados nos botões e folhas jovens”. Já o nome comum, “carvalho negro”, deve-se à “cor escura do tronco, do negro do exterior da casca”. “O interior é amarelo alaranjado, donde já foi extraído um pigmento”, continua Teresa Girão, revelando mais uma curiosidade “interessante da utilização corrente” da espécie.

Um Jardim Botânico “é, por definição, um repositório de biodiversidade de plantas e, portanto, faz todo o sentido que se vão acrescentando novas variedades que possam sobreviver no nosso território”. Enquanto árvore de folha caduca e de crescimento lento, o Quercus velutina vai desenvolver-se no Jardim e, “daqui a uns anos, poderemos apreciar o espetáculo de mudança de cor das folhas, de verde a amarelo a avermelhado. Esperamos poder ter essa oportunidade aqui ao longo dos anos”, sublinha a diretora.

“Os jardins estão naturalmente distantes, mas esta foi uma forma de, simbolicamente, estarmos todos juntos, numa iniciativa de preservação e conservação da natureza”, acrescenta ainda Teresa Girão. De acordo com a diretora do JBUC, “todos [os jardins] têm um papel nas suas regiões e todos são reconhecidos nos locais de implantação com tendo uma grande ligação à comunidade”.

Para além do JBUC, participaram na iniciativa o Jardim Botânico do Porto, o Jardim António Borges, a Tapada da Ajuda, o Jardim Botânico da UTAD, o Jardim Botânico do Barrocal e o Jardim do Núcleo dos Dragoeiros das Neves.