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SUSTENTABILIDADE: A RESPOSTA PARA O DESAFIO DAS NOSSAS VIDAS

Leia na íntegra o artigo de opinião do Reitor da UC, Amílcar Falcão, publicado no jornal Expresso no Dia Mundial da Terra.
22 abril
Amílcar Falcão, Reitor da UC
Amílcar Falcão, Reitor da UC
© © UC

A sustentabilidade é a resposta para o desafio das nossas vidas: o de deixarmos um Mundo mais justo e seguro, a nível ambiental, económico e social, para as gerações futuras. Da erradicação da pobreza e da fome à proteção da vida terrestre e da vida marinha, da promoção da saúde e da educação de qualidade à ação climática, importa agir o quanto antes, apela o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, neste Dia Mundial da Terra.

Se há lição que a pandemia de COVID-19 nos deixará, de modo irrefutável, é a de como as nossas vidas podem mudar de um instante para o outro, exigindo uma capacidade de adaptação e um espírito de resiliência que muitos nem sabiam possuir. Esse ensinamento revela-se extremamente valioso quando todo o planeta se depara com uma ameaça que – se não for enfrentada a tempo e horas (exigindo grandes capacidade de adaptação e espírito de resiliência de todos nós) – se pode transformar na pandemia das pandemias. Falo do problema das alterações climáticas que, a médio prazo, poderá ter um impacto irreversível no modo de vida de todos os seres do planeta.

É uma questão que nos convoca a todos e que exige uma resposta urgente num compromisso transversal e interdisciplinar com vista aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) fixados na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

A sustentabilidade é a resposta para o desafio das nossas vidas: o de deixarmos um Mundo mais justo e seguro, a nível ambiental, económico e social, para as gerações futuras. Da erradicação da pobreza e da fome à proteção da vida terrestre e da vida marinha, da promoção da saúde e da educação de qualidade à ação climática, importa agir o quanto antes. E as instituições de ensino superior podem e devem liderar esta luta pela construção de um novo de modelo de sociedade, que não comprometa a existência das gerações futuras.

Na minha visão, a universidade de futuro será uma escola de cruzamento e convergência de saberes, promotora da interdisciplinaridade e capaz de responder aos problemas estruturais da sociedade contemporânea, em prol de um desenvolvimento sustentável. É esse modelo que procuramos seguir diariamente, num esforço contínuo, expresso no Plano Estratégico da Universidade de Coimbra para o período 2019-2023 – o qual assumimos a ambição de ser a primeira instituição do ensino superior público português a atingir a neutralidade carbónica até 2030, através do desenvolvimento de uma política de sustentabilidade ambiental e da consciencialização da comunidade para o impacto da mudança de comportamentos no combate às alterações climáticas.

Os indicadores de avaliação do trabalho desenvolvido até aqui são positivos: a Universidade de Coimbra está no top-25 mundial (e é a primeira instituição portuguesa) no Times Higher Education Impact Ranking, o barómetro global que avalia o desempenho das instituições de ensino superior no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Orgulham-nos os nossos resultados no combate ao desperdício alimentar, na promoção de um estilo de vida saudável, na partilha de conhecimento para a sociedade e em tantos outros domínios expressos neste ranking. Mas estamos bem cientes que, se cada um(a) pode contribuir para a construção de um planeta mais sustentável, só com o esforço de todos se pode verdadeiramente fazer a diferença.

É por isso que neste Dia Mundial da Terra a Universidade de Coimbra lança a campanha “SALVAR O FUTURO” para recolher contributos e sugestões de mudanças de comportamentos que nos ajudem a fazer um pouco mais – e para que cada vez mais pessoas e instituições se juntem a estas causas. Temos uma década para salvar o futuro e renovar a esperança num mundo recuperado e revigorado, alicerçado no crescimento inteligente, sustentável e inclusivo. Não poupemos esforços.

[artigo de opinião publicado no jornal Expresso, a 22.04.2021]