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PAÇO REAL

O Paço Real era o local destinado aos aposentos do Rei de Portugal, quando em Coimbra. É neste espaço que encontra os locais mais emblemáticos do quotidiano da Universidade, mas também tiveram lugar aqui momentos chave da História de Portugal.

A Sala dos Grandes Atos, é a principal sala da Universidade e local onde se realizam as principais cerimónias académicas; é também o local por excelência da realização das provas doutorais dos doutorandos da Universidade de Coimbra, e é mais conhecida como “Sala dos Capelos”, nome dado à pequena capa usada pelos Doutores da Universidade em ocasiões solenes.

Foi a primeira Sala do Trono de Portugal. Teve lugar aqui, entre Março e Abril de 1385, a reunião das Cortes que determinaram a aclamação de D. João, o Mestre de Avis, Rei de Portugal. A sua atual configuração, do séc. XVII, é marcada pela ausência de qualquer referência aos monarcas espanhóis que governaram o reino entre 1580 e 1640, reflexo do enorme apoio político e ideológico da Instituição a D. João IV.

A Sala do Exame Privado, antigos aposentos do Rei, era o local onde os licenciados realizavam as suas provas a Doutores. Esta consistia num exame oral privado, feita à porta fechada e à noite. A sua exigência era tal que a sua memória se manteve após o seu fim, com a Reforma Pombalina, na década de 70 do séc. XVIII. A sua atual disposição data das grandes obras da Universidade, no início do séc. XVIII.

A Sala das Armas alberga as armas (alabardas) da extinta Guarda Real Académica, que tinha como função a guarda dos espaços da Universidade. Estas armas são utilizadas pelos Archeiros – herdeiros do corpo de guarda original - apenas nas cerimónias académicas solenes: Doutoramentos solenes e Honoris causa, Investidura do Reitor, Abertura Solene das Aulas.

REAL CAPELA de S. MIGUEL

A capela original remonta provavelmente ao séc. XI, construída após a conquista da cidade aos Mouros em 1064, logo, anterior à fundação de Portugal. É dedicada a São Miguel, como todas as Capelas Reais Portuguesas, devido ao seu papel (religioso) na derrota das forças do Mal.

A atual configuração resulta da renovação do séc. XVI sob o patrocínio de D. Manuel I, cujo estilo decorativo tem a sua marca patente no portal lateral, um dos mais simples e belos do seu género.

A decoração interior foi realizada ao longo dos sécs. XVII e XVIII e encerra em si obras de artistas como Simão Rodrigues, Simão Ferreira, Joaquim Bernardes e Francisco Ferreira Araújo. Sobressai no conjunto da Capela o majestoso órgão de 1733, autoria de Frei Manuel de S. Bento, que continua a ser utilizado nos nossos dias.

BIBLIOTECA JOANINA

Construída entre os anos de 1717 e 1728, é um dos expoentes do Barroco Português e uma das mais ricas bibliotecas europeias. Ficará conhecida como Biblioteca Joanina em honra e memória do Rei D. João V (1707-1750), que patrocinou a sua construção e cujo retrato da autoria de Domenico Duprà (1725), domina categoricamente o espaço.

O Piso Nobre, terminado em 1728, começou a receber os primeiros livros depois de 1750, e atualmente o seu acervo é composto por cerca de 40.000 volumes. Toda a sua construção visa a conservação do acervo bibliográfico, desde a largura das paredes exteriores ás madeiras no interior. Ainda no auxílio à preservação dos livros, existem duas pequenas colónias de morcegos que protegem as coleções de insetos bibliófagos. Foi utilizado como local de estudo desde 1777 até meados do séc. XX, com a entrada em funcionamento da atual Biblioteca Geral.

O Piso Intermédio foi sempre o depósito da Casa da Livraria, o qual era vedado o acesso aos estudantes e outros funcionários – o acesso seria sempre e somente dos Bibliotecários. Era também o local onde se reuniria a Guarda Real Académica, que a partir daqui acedia à Prisão Académica, abaixo

A Prisão Académica funcionou inicialmente em dois aposentos sob a Sala dos Capelos, logo em 1559 - desde a sua fundação que a Universidade teve como privilégio um código judicial próprio, aparte da Lei Geral do Reino. Estavam subordinados a este código, o “Foro Privado”, todos os que de alguma maneira se encontravam ligados à instituição. Esta autonomia permitia à Universidade possuir Juiz – o Magnífico Reitor -, Guarda e Prisão.

Em 1773 a Prisão foi transferida para o edifício da Biblioteca Joanina que viu incorporados e recuperados os restos do que fora o antigo cárcere do Paço Real, e que documentam a única cadeia medieval que ainda existe em Portugal. Em 1834, e após a extinção das Ordens Religiosas, a Prisão serviu como local de depósito de livros, manuscritos e iluminuras que se encontravam em diversos mosteiros e conventos.

MUSEU DA CIÊNCIA

O Colégio de Jesus é um dos espaços da Universidade de Coimbra menos conhecidos, não obstante a sua importância para a história da instituição e para o desenvolvimento científico em Portugal. Construído inicialmente pela Companhia de Jesus (jesuítas) a partir de 1542 – o que o torna no colégio jesuíta mais antigo do mundo – é transferido para a Universidade em 1759, aquando da expulsão da Companhia de Jesus de Portugal, pelo Marquês de Pombal.

Vai tornar-se o centro de toda a Reforma Pombalina da Universidade, a partir de 1772. São criadas duas novas Faculdades, Filosofia Natural e Matemática, e o Colégio é profundamente remodelado para as acolher. Ainda e no local do antigo refeitório do Colégio, manda construir o Laboratório Chimico, hoje o Museu da Ciência.

O Galeria de Física surge no contexto da Reforma Pombalina da Universidade, da transferência para Coimbra das aulas de Física Experimental do Real Colégio dos Nobres (1761) em Lisboa e seus equipamentos. É convidado para a sua direção Giovanni Dalla Bella, reputado físico italiano que tinha estado já no Colégio dos Nobres e cuja coleção de instrumentos foi adquirida sobre a sua direção. Desta coleção riquíssima tanto ao nível histórico como científico, destacamos a sua riqueza artística e originalidade. Esta laboratório foi distinguido pela Sociedade Europeia de Física pelo seu interesse histórico, dado que o local encontra-se hoje tal qual foi concebido em finais do séc. XVIII.

O Galeria de Zoologia, é da responsabilidade de Domenico Vandelli, que tal como Giovanni Dalla Bella, veio para Portugal para lecionar no Colégio dos Nobres. Em Coimbra, é diretor do Laboratório Chimico, mas no seu trabalho destaca-se sobretudo a organização do Museu de História Natural e na elaboração dos planos para o Jardim Botânico. As coleções presentes no Museu refletem as doações à Universidade e o resultado de diversas "viagens philosophicas" empreendidas por todo o Império Português, sob o patrocínio direto da Coroa, em finais do séc. XVIII.

TORRE DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

A Torre é a imagem de marca da Universidade e da cidade de Coimbra. Da autoria do arquiteto italiano António Canevari, foi edificada entre 1728 e 1733, em substituição da torre que João de Ruão erigira em 1561.

JARDIM BOTÂNICO

Visitar um jardim botânico é como viajar pelo planeta sem sair da cidade. Localizado no coração da cidade de Coimbra desde 1772, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra é o maior Jardim Botânico de Portugal.