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Teatro Anatómico

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Publication date: 04-03-2015 09:39

Start: 07-03-2015
End: 28-03-2015
Cartaz Teatro Anatómico
  

Nota de Imprensa



O Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património da Universidade de Coimbra (CEAACP), através da linha de investigação Estudos Multidisciplinares em Arte (GEMA) e a Associação Cultural Itinerários Contemporâneos Zero (ICZero) apresentam o evento cultural Teatro Anatómico, inserido na programação das Comemorações dos 725 anos da Universidade de Coimbra.

O evento cultural Teatro Anatómico consubstancia-se numa exposição colectiva de artes visuais (videoarte, pintura, fotografia, escultura e instalação), performance, sessões de experimentação sonora e conversas informais entre investigadores.

O título do evento evoca, antes de tudo, a condição humana. Anos volvidos sobre os primeiros estudos anatómicos, realizados de forma exaustiva a partir do século XVI através das primeiras conferências espectáculo onde o corpo exercia a sua função de ferramenta última para o seu próprio (re)conhecimento científico e filosófico, retemo-nos hoje, e ainda, numa atmosfera ensombrada por um denso conjunto de enigmas por desvelar. Por outras palavras, se o estudo da anatomia tem vindo a revelar o corpo-máquina, tão prenhe de possibilidades, resta ainda descobrir sobre a sua real dinâmica com a vida, ou da sua real conexão com o ser que o anima, sobre as suas possibilidades enquanto corpo-função como legado que faz minguar a sua própria finitude, e sobre o seu aspecto e funcionalidades futuras, transmudado em meta-corpo.

Na verdade, o Teatro Anatómico apela à relação entre a vida e a morte, apela à carne e à sua terminação, apela ao sujeito e ao seu desbravamento que o transverte em objecto, apela à desumanização para humanizar, e recorda o belo e o trágico, o belo e o grotesco, o belo e o terrível. O Teatro Anatómico funciona como um palco de vida e como um palco por onde a vida se escoa para eternizar-se.

É neste âmbito de contrastes e de contradições, ou entre a dignidade e o despojo, que se edifica o homem, imergido sob um fino véu que o deixa vislumbrar a existência mas também a morte, esse temível território entre o vazio e o nada.

Posta esta universalidade reflexiva subjacente ao projecto, entramos nas propostas mais estreitas que o Teatro Anatómico coloca a artistas e investigadores, consubstanciadas nos três níveis de teatralidade anatómica: o primeiro nível é referente ao corpo-máquina (o corpo como palco da vida, o corpo na qualidade de máquina discernível); o segundo nível é alusivo ao corpo-função (a minha morte é a tua vida, o meu corpo estenderá o teu); o terceiro nível figura-se no trans-corpo (a corporalidade dos séculos XXI e posteriores, o organismo cibernético, o meta-corpo).

  

.Objectivos artísticos e teóricos.

Admitindo que a reflexão sobre os níveis de teatralidade anatómica está longe de fechar-se, entendendo que a pesquisa sobre a vida, na sua condição de palco anatómico, ou sobre a vida enquanto estrutura organizada de meios que enformam corpos e coisas, sobre a vida enquanto extensão objectiva e cúmplice de todos os corpos inter-relacionais, enquanto realização que parte do conhecimento do homem enquanto máquina e do homem enquanto sujeito, e da morte como acontecimento viabilizável quando permite a duração de outras vidas, ou como acontecimento que não desfecha a vida, o projecto Teatro Anatómico propõe-se a reforçar este quadro cogitativo sem intenção de dar-lhe cessação.

  

.Artistas.

Afonso Macedo (Put Some...), António Azenha (ICZero), António Jorge (ICZero e Razões Poéticas), Benvinda Araújo (ICZero), Berta Teixeira, Ilia Shatokhin, Ilia Shatokhin, Irina Sales Grade (Soniclab e Décollage), Joana Monteiro (Clube dos Tipos), Joel-Peter Witkin, Jorge Simões (ICZero), José Carlos Nascimento (ICZero e British Higher School of Art and Design), José Higino (ICZero), José Pedro Reis (ICZero), Josep Tornero (Universidade de Múrcia), Lorena Amorós (Universidade de Múrcia), Martinha Maia, Paul Hardman (Clube dos Tipos), Pedro Góis, Pedro Medeiros, Rodrigo Canhão (ICZero), Tatiana Santos (ICZero e Galeria Ícone).

.Oradores.

Anabela Marisa Azul (Centro de Ecologia Funcional  da FCTUC); Anselmo Borges  (Teólogo, padre, Docente na FLUC); António Filipe Pimentel (Historiador da Arte, Director do MNAA); Delfim Sardo (Curador, Docente na FLUC e Colégio das Artes); João Maria André (Filósofo, Docente na FLUC); Luís Quintais (Antropólogo, Docente no Departamento de Antropologia da UC); Osvaldo Silvestre (Docente do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da FLUC); Teresa Almeida Santos Médica, Docente na Faculdade de Medicina da UC, Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução).

  

.Produção.

Carla Alexandra Gonçalves (UAb, CEAACP – GEMA, ICZero); Jorge Simões (ICZero); Maria Carlos Lima (ICZero); Maria de Lurdes Craveiro (UC, CEAACP - GEMA)

  

.Conceito, Coordenação e Curadoria.

Carla Alexandra Gonçalves

  

.Imagem Gráfica.

Joana Monteiro

  

.Apoios.

Semana Cultural da Universidade de Coimbra; G9Telecom; Centro de Artes Visuais (CAV); MacMolduras; C.I.T.A.C., Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra; Arcada, Comes e Bebes; MAFIA, Federação Cultural de Coimbra; Rádio Universidade de Coimbra (RUC); Escola da Noite; Quebra Bar; T.art, Produções; Governo Civil; Passaporte Lounge Bar.

  

.Agradecimentos.

Universidade Aberta; Universidade de Murcia; Fundação PLMJ – A.M. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice e Associados – Sociedade de Advogados, RL.; British Higher School of Art and Design; Décollage; Razões Poéticas; Put Some...; Clube dos Tipos; Berta Teixeira; Conceição Melo Almeida; Ana Campos; aos colaboradores da Licenciatura em História da Arte e do Mestrado em História da Arte, Património e Turismo Cultural da FLUC.

  

.Local.

Governo Civil. Coimbra (Palacete Doutor Ângelo da Fonseca)

  

.Cronologia.

de 7 a 28 de Março de 2015.

  

.Página web.

https://www.facebook.com/pages/Teatro-Anat%C3%B3mico/671259102992376