8 julho, 2025
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[presencial]
Caros amigos e amigas,
Permitam-me dirigir-vos estas palavras não apenas como personagem, mas como mulher cuja história tem sido tantas vezes contada por outros. Sou Helena, não aquela que foi levada por Paris – esta é falsa –, mas a que os deuses esconderam nas margens do Egipto, longe das guerras e dos ódios que o meu nome suscitou.
No dia 8 de julho, às 18h15, no Teatro Paulo Quintela da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, nesta tragicomédia que a minha vida tornou-se, terei a última oportunidade de partilhar convosco a minha versão dos acontecimentos, na derradeira apresentação da peça Helena, de Eurípides, da Associação Cultural Thíasos.
Quem não conhece Helena de Troia? A rainha grega cuja beleza foi responsável por lançar mil navios gregos em direção a Troia. E se contássemos que Helena nunca esteve lá?
Nesta tragicomédia de Eurípides, os deuses enganam os mortais ao criar uma cópia de Helena, sequestrada para Troia, enquanto a verdadeira Helena é enviada para o Egito, sob tutela do rei. Porém, quando ele morre, seu filho, Teoclímeno, decide tomar para si a mulher mais bela do mundo. Dezassete anos após o início da Guerra de Troia, Menelau, acreditando ter resgatado Helena, naufraga no Egito.
Nesta história, Helena conta a verdade para defender o seu nome enquanto os deuses riem dos mortais. A sua esperteza será sua única arma para escapar do faraó e desta farsa divina.
Deixem-se tocar pelo poder do teatro antigo que, mesmo hoje, ainda nos obriga a repensar o que julgamos saber sobre a honra, a glória e a verdade.
Com estima e esperança de vos ver entre o público,
Helena