Imaginário e Literatura Juvenil
Autor(es)
Data de publicação
2012
A par com a recente prosperidade do mercado livreiro no setor infanto-juvenil, assistimos a uma efervescência nos círculos académicos em torno da problemática da tradução de livros destinados aos mais jovens. Para trás parecem ter ficado algumas práticas que, durante décadas, encaravam a tradução e os tradutores de livros infantis e juvenis como produtos e profissionais de menor relevo. Hoje, a aposta pelos modelos de tradução dissimilatórios parece colher algum consenso no seio dos investigadores, e é neste contexto teórico-prático que se inscreve o presente ensaio. Na base da fundamentação que reclama diferentes práticas tradutivas para diferentes públicos, encontram-se os pressupostos avançados por Piaget e Vygotsky, entre outros. Se o modelo assimilatório se adequa à tradução dos livros infantis, em prol de uma comunicação mais eficaz (ideia amplamente defendida pela corrente funcionalista), já o paradigma dissimilatório oferece princípios que podem orientar a tradução de livros destinados a um público juvenil. O respeito e a preservação das marcas culturais do texto de partida integram uma metodologia de negociação entre o autor e o novo recetor. É para essa nova metodologia suscetível de alargar o imaginário e desenvolver a personalidade dos jovens leitores que pretende contribuir este ensaio.
Introdução
Capítulo 1 – Tradução e cultura
1.1. Entre teoria e prática
1.2. A «tradução» da cultura
Capítulo 2 – Traduzir literatura infantojuvenil
2.1. Especificidades da literatura infantojuvenil
2.2. Como autor e tradutor impõem a sua visão do
mundo
2.3. O jovem em face do desconhecido
2.4. Tradução e formação do imaginário do leitor
2.5. Diferentes leitores
Capítulo 3 – Enriquecer o imaginário
3.1. O corpus
3.2. A “cultura” no texto de partida
3.3. A intermediação cultural
3.4. Considerações finais
Conclusão
Bibliografia
Número de Páginas: 152
Editora: Pedago | Centro de Literatura Portuguesa
ISBN: 978-9898449726