O Ensino do Português: Como Tudo Começou

O Ensino do Português: Como Tudo Começou

Autor(es)

Luísa Carvalho

Data de publicação

dezembro, 2011

Sinopse

Pretende-se, com o presente trabalho, contribuir para a narrativa da fundação da disciplina de Português/Literatura Portuguesa, no sistema de ensino público nacional. Depois de décadas de ensino, de sucessivas reformas e alterações, sempre nos ficava a interrogação insistente: mas como foi que isto começou, para tão difícil continuidade? E quisemos conhecer, com o máximo de rigor que esteve ao nosso alcance, as circunstâncias que rodearam o começo desta difícil caminhada em que tantas interrogações e indefinições permanecem, ainda, nos dias de hoje. De 1836 a 1910, damos conta do que foi mais decisivo para o destino da disciplina.



Índice



Prefácio



Introdução



Capítulo I

A Educação Literária Clássica

1.1. A Questão da Língua: entre o Latim e o Português

1.2. O Currículo Literário

1.3. Da Construção do Estado ao estado da Educação



Capítulo II

Do Romantismo ao Cientismo.

A História e a Literatura

2.1. Uma educação literária romântica?

2.2. Os Românticos e a Educação Literária

2.3. Representações Sociais do Literário versus Representações Literárias da Sociedade Oitocentista

2.4. Disse Educação Literária Romântica?



Capítulo III

A Criação dos Liceus e a Emergência de uma Nova Disciplina

3.1. A Sociedade e o Sistema de ensino

Finalidades e currículo literário dos Liceus

3.2. A Literatura entre a Pátria e o Santuário

3.3. As Reformas do Ensino Secundário: Emergência da(s) Disciplina(s) de Português e de Literatura Portuguesa

3.4. Manuais e Antologias para uso dos Liceus

3.4.1. António Cardoso Borges de Figueiredo: A Literatura como Retórica

3.4.2. Delfim Maria de Oliveira Maia: A Literatura como Estilo

3.4.3. José Simões Dias: A Vulgata Literária Fim de Século

3.5. A Reacção Crítica ao Estado do Ensino Secundário

3.5.1. Relatórios dos Reitores do Liceu de Lisboa

3.5.2. Professores e/ou Examinadores: Adolfo Coelho e Ramalho Ortigão

3.5.3. A Contribuição Crítica de Manuel Borges Grainha



Capítulo IV

A Literatura no Ensino Superior

4.1. A Fundação do Curso Superior de Letras

4.2. O Provimento das Primeiras Cadeiras

4.3. Estudantes e Ouvintes do Curso Superior de Letras

4.4. O Curso Superior de Letras: de 1861 a 1871

4.4.1. Os Primeiros Professores de Literaturas Modernas: 1861-1871

4.4.2. Os Programas da Cadeira de Literaturas Modernas da Europa, Especialmente a Portuguesa:1861-71

4.4.3. As Conferências do Casino Lisbonense: Um Balanço dos Primeiros Dez Anos do CSL

4.5. As literaturas modernas, de 1872 a 1901: O perfil duplo e ambíguo da investigação em literatura

4.5.1. A Filologia vs. a História Literária:

Duas Maneiras de Ensinar a Literatura Portuguesa

4.5.2. A História Literária como Fundamento axiológico e cívico das novas gerações

4.6. As Propostas de Reforma do Curso Superior de Letras ou as Tentativas de Controle da Disciplina Literária 1864 -1901: Mudar para que tudo fique na mesma

4.7. A reforma do CSL de 1901 ou a Tentação Pedagógica das Ciências da Educação



Capítulo V

A Constituição do Cânone Literário Moderno

5.1. O Cânone? O que é?

5.2. O Cânone e a Escola

5.3. Estabilidades e Instabilidades do Cânone Escolar Oitocentista

5.3.1. A Divisão Periodológica: A Valorização/Desvalorização das Épocas Históricas

5.3.2. A Valorização dos Autores: o Cânone Institucional vs. um Cânone Popular

5.3.3. Os Géneros Literários

5.3.4. A Dimensão Ideológica do Cânone Literário



Conclusão



Bibliografia

Detalhes
Tipo de publicação: Livro nacional
Número de Páginas: 288
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra | Centro de Literatura Portuguesa
DOI: 10.14195/978-989-26-0235-6
ISBN: 978-989-26-0138-0