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O Ensino do Português: Como Tudo Começou

  
Capa - O Ensino do Português 

Autora: Luísa Carvalho
Editor: Imprensa da Universidade de Coimbra/ Centro de Literatura Portuguesa
Data: 2011
Nº de páginas: 288
ISBN: 978-989-26-0138-0
Preço: €14,84 - Comprar

Sinopse

Pretende-se, com o presente trabalho, contribuir para a narrativa da fundação da disciplina de Português/Literatura Portuguesa, no sistema de ensino público nacional. Depois de décadas de ensino, de sucessivas reformas e alterações, sempre nos ficava a interrogação insistente: mas como foi que isto começou, para tão difícil continuidade? E quisemos conhecer, com o máximo de rigor que esteve ao nosso alcance, as circunstâncias que rodearam o começo desta difícil caminhada em que tantas interrogações e indefinições permanecem, ainda, nos dias de hoje. De 1836 a 1910, damos conta do que foi mais decisivo para o destino da disciplina.

  
 
Índice

Prefácio

Introdução

Capítulo I
A Educação Literária Clássica
1.1. A Questão da Língua: entre o Latim e o Português
1.2. O Currículo Literário
1.3. Da Construção do Estado ao estado da Educação

Capítulo II
Do Romantismo ao Cientismo.
A História e a Literatura
2.1. Uma educação literária romântica?
2.2. Os Românticos e a Educação Literária
2.3. Representações Sociais do Literário versus Representações Literárias da Sociedade Oitocentista
2.4. Disse Educação Literária Romântica?

Capítulo III
A Criação dos Liceus e a Emergência de uma Nova Disciplina
3.1. A Sociedade e o Sistema de ensino
Finalidades e currículo literário dos Liceus
3.2. A Literatura entre a Pátria e o Santuário
3.3. As Reformas do Ensino Secundário: Emergência da(s) Disciplina(s) de Português e de Literatura Portuguesa
3.4. Manuais e Antologias para uso dos Liceus
3.4.1. António Cardoso Borges de Figueiredo: A Literatura como Retórica
3.4.2. Delfim Maria de Oliveira Maia: A Literatura como Estilo
3.4.3. José Simões Dias: A Vulgata Literária Fim de Século
3.5. A Reacção Crítica ao Estado do Ensino Secundário
3.5.1. Relatórios dos Reitores do Liceu de Lisboa
3.5.2. Professores e/ou Examinadores: Adolfo Coelho e Ramalho Ortigão
3.5.3. A Contribuição Crítica de Manuel Borges Grainha

Capítulo IV
A Literatura no Ensino Superior
4.1. A Fundação do Curso Superior de Letras
4.2. O Provimento das Primeiras Cadeiras
4.3. Estudantes e Ouvintes do Curso Superior de Letras
4.4. O Curso Superior de Letras: de 1861 a 1871
4.4.1. Os Primeiros Professores de Literaturas Modernas: 1861-1871
4.4.2. Os Programas da Cadeira de Literaturas Modernas da Europa, Especialmente a Portuguesa:1861-71
4.4.3. As Conferências do Casino Lisbonense: Um Balanço dos Primeiros Dez Anos do CSL
4.5. As literaturas modernas, de 1872 a 1901: O perfil duplo e ambíguo da investigação em literatura
4.5.1. A Filologia vs. a História Literária:
Duas Maneiras de Ensinar a Literatura Portuguesa
4.5.2. A História Literária como Fundamento axiológico e cívico das novas gerações
4.6. As Propostas de Reforma do Curso Superior de Letras ou as Tentativas de Controle da Disciplina Literária 1864 -1901: Mudar para que tudo fique na mesma
4.7. A reforma do CSL de 1901 ou a Tentação Pedagógica das Ciências da Educação

Capítulo V
A Constituição do Cânone Literário Moderno
5.1. O Cânone? O que é?
5.2. O Cânone e a Escola
5.3. Estabilidades e Instabilidades do Cânone Escolar Oitocentista
5.3.1. A Divisão Periodológica: A Valorização/Desvalorização das Épocas Históricas
5.3.2. A Valorização dos Autores: o Cânone Institucional vs. um Cânone Popular
5.3.3. Os Géneros Literários
5.3.4. A Dimensão Ideológica do Cânone Literário

Conclusão

Bibliografia