Os Estudos Franceses foram dinamizados, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, por Eugénio de Castro que ingressou na Escola, em 1914. Nessa sequência, a “Sala Francesa” foi inaugurada em 1926, tendo o seu primeiro livro de registos a assinatura de Mendes dos Remédios, na altura Diretor da Faculdade. Na década de 30, a “Sala Francesa” passa a ter a designação institucional de “Instituto de Estudos Franceses”, sendo Eugénio de Castro o seu Diretor. O Instituto de Estudos Franceses foi, depois disso, dirigido por várias personalidades conhecidas e ilustres professores da Faculdade de Letras – entre os quais Álvaro da Costa Pimpão, Ofélia Paiva Monteiro, Cristina Robalo Cordeiro. Destacam-se, ao longo dos tempos, diversas atividades promovidas no âmbito do IEF (Colóquios, Conferências, Exposições, Jornadas Pedagógicas), em articulação com a Embaixada de França, Alliance Française de Coimbra, Comunidade francesa da Bélgica, Associação Portuguesa de Estudos Franceses (APEF). Ao Instituto de Estudos Franceses estiveram, igualmente, associadas revistas científicas e de divulgação, com o intuito de marcar a presença fundamental dos Estudos Franceses e Francófonos, na Universidade Portuguesa e na Universidade de Coimbra. Assim, data de 1929 a primeira edição do Bulletin bibliographique de la Salle Française que, segundo Mendes dos Remédios (à altura Diretor da Faculdade), serviria para “dar ao público português uma visão do movimento bibliográfico e literário francês”. Em 1940, surgiu o Boletim do Instituto de Estudos Franceses, sob a responsabilidade de João da Providência e Costa e de Álvaro da Costa Pimpão. Mais tarde, a partir de janeiro de 1985, o Instituto de Estudos Franceses publica a revista Confluências, editada na FLUC, com a direção de Ofélia Paiva Monteiro e de Cristina Robalo Cordeiro.
A Biblioteca dos Estudos Franceses está em grande parte condensada na sala do antigo Instituto e dispõe de um espólio valioso de dupla dimensão: bibliografia fundamental para a história dos Estudos Franceses em Portugal; ensaios críticos canónicos e estudos atualizados nos domínios das Literaturas, Culturas e Linguística francesas/francófonas. Em 1993, o Instituto acolheu no seu seio também um Centro de Estudos Belgas, dirigido por Cristina Robalo Cordeiro, cuja biblioteca, já iniciada nos anos 40 por Emile Planchard, em muito tem contribuído para o desenvolvimento dos Estudos francófonos.
A Secção é responsável pela formação em Estudos Franceses, ao nível da Licenciatura, Mestrado e Doutoramento: Licenciatura em Línguas Modernas; Mestrado em Estudos de Cultura, Literatura e Línguas Modernas; Mestrado em Tradução; Mestrado em Ensino de Inglês e de Língua Estrangeira no 3º ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, nas áreas de especialização de Francês; Mestrado em Ensino de Português e de Língua Estrangeira no 3º ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário; Doutoramento em Línguas Modernas: Culturas, Literaturas, Tradução.
Vários docentes que a integram colaboram, ainda, em formações graduadas e pós-graduadas associadas a outras áreas de saber do DLLC ou de outros Departamentos, nomeadamente Licenciatura em Português; Licenciatura em Estudos Artísticos; Mestrado em Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda/PLELS; Mestrado em Estudos Artísticos; Mestrado em Escrita Criativa; Doutoramento em Linguística do Português.
A investigação desenvolvida pelos docentes da Secção, em estreita ligação com a sua atividade pedagógica, está associada a diferentes Centros de Investigação, nomeadamente o CLP - Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra e o CELGA-ILTEC - Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada. Existe, igualmente, uma ligação dinâmica de alguns Docentes com a APEF, Associação constituída em 2023, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
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Diretor do Mestrado em "Ensino de Inglês e Língua Estrangeira"
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