Editorial
O mundo enfrentou, por estes dias, um forte abalo (não, não me refiro ao apagão...), que deixa uma marca profunda em todos os que habitam e se preocupam com este planeta. Desta vez não me refiro a um qualquer rastro de destruição provocado pelos cada vez mais comuns aziúmes da nossa desprotegida Terra, mas pela onda de tristeza que se abateu sobre todos nós, pela perda de um Homem que deixou marca. O Mundo acaba de perder um dos seus maiores aliados, um dos seus mais ilustres habitantes, o Papa Francisco. Um Homem que marcou o seu pontificado pela simplicidade, pela modéstia, pela generosidade, pela humildade, pela magnanimidade. Um Homem que vai deixar muitas saudades, vai fazer muita falta, não apenas pelo que fez pela Igreja Católica, mas, acima de tudo, pelo que fez pelo mundo, pela sociedade, pela justiça, pela igualdade, pelo amor e dedicação ao próximo. O Papa Francisco soube tirar proveito do lugar que ocupou para servir a Humanidade e deixar, depois da sua passagem, um mundo um bocadinho melhor, mais unido e mais fraterno. No ambiente particularmente tumultuoso que vivemos, em que a discórdia, o ódio, a intolerância, sobressaem e assumem um protagonismo que não se deseja, pessoas como o Papa Francisco (e, se me permitem, a própria Religião, no seu conceito mais puro, genuíno e congregador) podem, e devem, assumir um importante papel apaziguador e pacificador.
Henrique Girão
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