Isto é FMUC
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Programa ‘SORRISOS (Con)SENTIDOS’
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O envolvimento comunitário e a abordagem interdisciplinar“Dada a natureza comportamental e reversível de muitas doenças orais infantis, reconhecemos que intervenções na forma de programas comunitários de educação e prevenção da saúde oral que envolvem múltiplos intervenientes podem potenciar ganhos efetivos, e é precisamente esse o objetivo do nosso programa”, contextualiza Ana Luísa Costa. |
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A integração com a formação académicaA par das ações de promoção e do rastreio da condição oral destas crianças, é feita a sinalização individual a professores e cuidadores das mesmas para que as condições diagnosticadas que são consideradas mais urgentes possam ser tratadas, com recurso ao médico dentista ou terapeuta da fala assistente, caso as crianças já tenham sido, ou estejam a ser, alvo de tratamentos neste âmbito, possibilitando igualmente, e ao abrigo do protocolo firmado, a referenciação para as consultas de Odontopediatria e Ortodontia, realizadas no âmbito da prática clínica do MIMD. |
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A avaliação do impacto e a dedicação da equipaA par das ações desenvolvidas, foram sendo simultaneamente implementados instrumentos de avaliação do programa, através, por exemplo, da aplicação de inquéritos, com o intuito de avaliar o impacto destas ações no que respeita a hábitos e comportamentos em contexto escolar e familiar, e também em termos de qualidade de vida das crianças e famílias. |
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Os reconhecimentos e distinçõesCom três anos de existência, o programa ‘SORRISOS (Com)SENTIDOS’ conquistou já várias distinções que “enaltecem a sua relevância em termos de saúde pública oral em contexto escolar”. Com efeito, o projeto foi reconhecido em 2024 na 1ª Edição dos Prémios Nacionais de Educação promovidos pela Betweien, com uma Menção Honrosa na categoria de ‘Saúde’, e também com o Prémio de Excelência Autárquica na área da ‘Educação’, atribuído pela Cidade Social. Mais recentemente, foi alvo de candidatura ao Prémio Inovação em Saúde – Todos pela Sustentabilidade, promovido pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, pela Sanofi e pela NTT DATA. |
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Outras iniciativas resultantes do programa“Estamos a tentar que, no terreno, a importância desta abordagem extravase, sendo valorizada no dia a dia destas crianças, das suas famílias e até da comunidade em geral. Então, o que é que nos lembrámos de fazer? Lançámos um repto, logo no primeiro ano do programa, para que, no desfile de Carnaval pelas ruas do município, aquele que as crianças habitualmente fazem nas escolas, o tema fosse a saúde oral. O desafio foi aceite e o resultado foi muito engraçado”, comenta Ana Luísa Costa. “Depois, também lançámos o repto para que houvesse uma ‘Semana da Leitura’, nas bibliotecas escolares, só com livros versando a saúde oral. E a verdade é que este repto foi tão bem acolhido que, em vez de uma semana, passou a ser uma quinzena dedicada a este tópico”, congratula-se. “Nessa quinzena, todas as bibliotecas escolares têm um conjunto de mesas só com literatura relacionada com a saúde oral e organizam-se jogos e fazem-se trabalhos sobre este tema”, explica. Mais recentemente, Ana Luísa Costa conta que o programa conseguiu o apoio de uma empresa farmacêutica, a Pierre Fabre Oral Care, para a instalação de um ‘Escovódromo’, “uma área de escovagem dos dentes em cada um destes centros escolares, devidamente apetrechado para que as crianças que queiram – e cujos pais, naturalmente, autorizem – possam realizar a sua higiene oral em contexto escolar”. “Pedimos o apoio a esta marca que aceitou colaborar com o nosso projeto, através da decoração de um espaço em cada estabelecimento para que se torne acolhedor e motivador para a prática da higiene oral em contexto escolar. A Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, em conjunto com a marca, vai fornecer todos os meios necessários para que a escovagem seja assegurada”, complementa. “Pode parecer algo muito singelo, mas não se pensarmos que podem existir crianças cuja única escovagem de dentes diária que fazem poderá vir a acontecer precisamente na escola...”, destaca. |
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O balanço de três anos de projetoAna Luísa Costa assegura que os dias em que a equipa do programa se desloca a Ferreira do Zêzere para mais uma iniciativa são “dias felizes”, a avaliar pelo entusiasmo das crianças, o que demonstra que o esforço tem dado resultados. “Fizemos já também uma avaliação do programa através de inquéritos, para percebermos o impacto que tem tido junto da comunidade que participa nas nossas iniciativas, e percebemos que as pessoas estão muito agradadas”, indica, revelando que as crianças que beneficiam do programa acabam, elas próprias, por serem agentes de mudança no seio familiar, ao levarem os ensinamentos que aprenderam para casa. “Apesar da exigência das nossas práticas clínica e docente, após as quais pouca disponibilidade nos resta, e da dedicação de todos os envolvidos na organização das atividades deste programa, acredito, com toda a certeza, que o ‘SORRISOS (Com)SENTIDOS’ é uma mais-valia e um bem maior para todos os seus beneficiários, sobretudo as crianças”, destaca. “Por isso, o balanço é claramente positivo, mas eu também sou uma pessoa muito feliz neste contexto! Acredito, efetivamente, que isto pode trazer ganhos, não apenas em saúde oral, mas também, e indiretamente, para a saúde geral destas crianças. No entanto, há muitas coisas ainda a fazer e um longo caminho a percorrer, não me dando por satisfeita, de todo”, finaliza.
fotografias gentilmente cedidas por Ana Luísa Costa |






