Gestão do comportamento agressivo em escolas

Efeitos diferenciais da intervenção com alunos e com professores

Duration

01/01/2019 - 31/12/2021

Funding

National Private Funding

O comportamento agressivo, nas suas diferentes formas (i.e., verbal, física ou relacional), tem sido definido como um comportamento que visa causar dano ou dor nos outros. Trata-se de um comportamento cada vez praticado entre adolescentes, contribuindo para o seu desajustamento psicossocial e, consequentemente, para climas escolares hostis. Tais comportamentos, quando não devidamente identificados e intervencionados nas fases mais precoces do seu desenvolvimento, podem culminar em trajetórias de vida antissociais. Nos últimos anos, tem-se verificado que a intervenção para a prevenção e/ou diminuição destes comportamentos em meio escolar não tem sido suficientemente eficaz, talvez por não ser fundamentada em modelos teórico-práticos empiricamente validados e/ou por ser restrita aos adolescentes agressores, descurando o papel da vítima e do observador, nomeadamente o professor.

Este projeto visa desenvolver, implementar e avaliar uma abordagem holística (i.e., incluindo vários intervenientes, nomeadamente agressores, vítimas e observadores) à intervenção no comportamento agressivo em escolas sinalizadas pelo Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) da região Norte do país. Esta abordagem incluirá dois programas de intervenção em grupo, um para alunos e outro para professores. A eficácia desta abordagem será testada de forma individual (i.e., intervenção apenas com alunos ou apenas com professores) e combinada (i.e., intervenção com alunos e seus professores). Serão estudados os efeitos diferenciais intervenções ao longo de três momentos (i.e., pré- e pós-intervenção e follow-up a três meses), entre si e em relação a um grupo de controlo de alunos com comportamento agressivo. Espera-se que, ao longo do tempo, os grupos alvo de intervenção, sobretudo os de intervenção combinada (i.e., alunos e professores), manifestem uma redução dos padrões interpessoais agressivos e um aumento de padrões interpessoais prossociais e/ou assertivos, comparativamente com os do grupo de controlo (que não serão alvo de intervenção).