Autora de performances e obras literárias, com uma produção singular que transita entre o palco e o livro, por vezes em formas e géneros híbridos. O reconhecimento da sua obra está refletido em vários prémios, entre os quais o Prémio Revelação dos Críticos de teatro (1998), Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/Fundação Calouste Gulbenkian (para Flatland I em 2005) e o Prémio Teatro na Década (Wasteband, 2003). Autora de vários romances e novelas como Para Cima e não para Norte (2008), Banquete (2012, finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE), A coleção privada de Acácio Nobre (2016), Dias úteis (2017) e Hífen (2021), entre outras. Participou no 46º International Writers Program em Iowa City em 2013 na Universidade de Iowa e foi a sua primeira Outreach Fellow. Foi uma das 5 finalistas do primeiro Prémio Media Art Sonae 2015 com a instalação Parasomnia, primeira bolseira literária em Berlim da Embaixada Portuguesa na Alemanha em 2016, e uma das primeiras bolseiras das novas bolsas literárias da DGLAB. Leciona dramaturgia e imagem na Escola Superior de Teatro e Cinema e na Universidade do Minho, no Forum Dança, em Portugal, na escola de escrita em Curitiba, no Brasil, entre outros. Foi brevemente cronista na Antena 1 em Fio da Meada (2019-2020) e é cronista regular do Jornal de Letras e do Coffeepaste desde 2017. Uma antologia das suas crónicas encontra-se reunida no livro Crónicas Fora de Jogo (2022). É atualmente diretora artística da Associação Cultural o Prado, da qual é membro fundador, e foi diretora artística do Teatro Viriato, em Viseu (2020-2022). Sítio web da autora: https://patriciaportela.pt/