Outros Projectos
Os membros da equipa do SINDIA também estão, ou estiveram, noutros projectos. Confira alguns exemplos.
Projectos de investigação
Financiamento: HORIZON-WIDERA-2022
Este projecto, iniciado em 2023, irá contribuir para criar evidência científica sobre os benefícios de estilos de vida saudável associados à dieta mediterrânica na promoção da saúde e na prevenção de doenças cerebrovasculares.
O trabalho do consórcio centra-se em sete principais áreas de actuação: (1) na criação de sinergias entre e dentro dos dois pólos (Portugal e Creta); (2) na promoção de um projecto conjunto para identificar mecanismos celulares e moleculares, bem como alvos terapêuticos para a prevenção e tratamento de doenças cerebrovasculares; (3) na formação avançada, inovação e empreendedorismo de uma nova geração de cientistas e profissionais; (4) na aceleração da inovação e do desenvolvimento de produtos e serviços para o mercado associado à dieta mediterrânica e a estilos de vida saudáveis; (5) na implementação de um projecto piloto para disseminação de literacia em saúde e sensibilização de cidadãos em torno dos benefícios de estilos de vida saudáveis e da dieta mediterrânica na prevenção da doença cerebrovascular; (6) na implementação de um demonstrador de desenvolvimento e aplicação de tecnologias inovadoras para melhorar o tratamento das patologias cerebrovasculares e a sua reabilitação; (7) na comunicação e disseminação de informação sobre o projecto para criar impacto na sociedade e nos decisores para promover a saúde ao longo de toda a vida.
Financiamento: EU HORIZON e MSCA-DN (ref. 101072827)
HOMEDEM centra-se no apoio às pessoas com demência (PcD) a viver em casa (se for isso que elas próprias desejam fazer) durante o maior tempo possível com cuidados adequados. Este projecto procura concretizar uma Rede de Formação Doutoral para desenvolver investigações em vários níveis: (a) o nível micro, que visa entender como a demência afecta as relações entre PcD e a nebulosa de cuidados; (b) o nível meso, que compreende as mudanças nas necessidades do ambiente doméstico; (c) o nível macro, que procura entender o modo como as pessoas navegam no complexo ecossistema de cuidados de apoio e serviços baseados na comunidade.
Financiamento: FCT (PTDC/GES-TRA/32121/2017)
Este projecto de investigação teve como objectivo principal aprofundar o conhecimento da mobilidade quotidiana das pessoas idosas em ambiente urbano e a associação com o bem-estar em tempos de crise provocados pela COVID-19. Pretendia-se, em particular, analisar o modo como o contexto de pandemia de COVID-19 e as medidas de contenção e mitigação alteraram os padrões de mobilidade dos idosos, relacionando-os com factores individuais e urbanos; avaliar o papel do contexto de pandemia de COVID-19 e das medidas de contenção e mitigação no espaço de vida dos idosos; analisar o modo como os padrões de mobilidade e acessibilidade resultantes do impacto das medidas de controlo da pandemia influenciam o bem-estar dos idosos; identificar possíveis medidas de política pública para a mitigação dos efeitos negativos da pandemia de COVID-19 na mobilidade amiga dos idosos. O projecto envolveu inicialmente o desenvolvimento de um inquérito à população com idade igual ou superior a 65 anos e residente em Coimbra, Faro, Aveiro ou na Área Metropolitana de Lisboa. Este inquérito foi completado por uma série de entrevistas semi-estruturadas a uma amostra mais reduzida da população idosa, numa abordagem mais adequada para captar toda a riqueza das vivências e percepções das pessoas.
Financiamento: Horizon 2020 Programme (Grant Agreement 643398)
Este projecto europeu permitiu desenvolver ferramentas baseadas num índice de saúde populacional para avaliar a saúde e o bem-estar da população europeia. A análise espaço-temporal e a comparação do índice de saúde da população foram possibilitadas por um Sistema de Informação Geográfica baseado na web e de fácil utilização. O índice de saúde da população foi usado para prever e discutir o impacto de políticas multiníveis e combinações de políticas na saúde da população e equidade em saúde nas regiões europeias, fornecendo assim uma base para o diálogo político. Modelos multicritérios de alocação de recursos, análises de conflitos, análises de viabilidade de políticas e análises de cenários permitiram fornecer evidências sobre as quais as políticas têm maior potencial para melhorar a saúde, reduzir as iniquidades em saúde em diferentes níveis geográficos e sugerir opções políticas alternativas para o desenvolvimento de políticas de saúde e regulamentação.
Financiamento: FCT (PTDC/ATP-GEO/4101/2012)
O principal objectivo deste projecto foi avaliar o efeito do contexto ambiental e territorial na saúde mental das populações e no uso dos serviços de saúde mental, em tempos de crise social e económica.
O projecto visou também:
- Estudar as associações entre a evolução das características contextuais de um grupo de municípios portugueses, a morbilidade psiquiátrica e o uso dos serviços de psiquiatria desses municípios;
- Perceber o modo como a saúde mental dos indivíduos é afectada por crises sócio-económicas, dependendo do apoio na comunidade, do capital social e do ordenamento do território;
- Propor mudanças ambientais e territoriais que possam, em períodos de crise, promover a saúde mental e reduzir a morbilidade psiquiátrica das populações.
Este projecto permitiu recomendar acções, programas e politicas com possíveis impactos positivos, sobretudo na protecção dos grupos mais vulneráveis.
Financiamento: FCT (PTDC/CS-GEO/122566/2010)
O principal objectivo do Projeto GeoHealthS consistiu na avaliação da saúde da população portuguesa nos últimos 20 anos através da construção, aplicação e disponibilização de um Índice de Saúde da População à escala do município. Este índice devia constituir-se como uma medida multidimensional, exaustiva e consistente do perfil de saúde da população e dos factores que a influenciam, e ao mesmo tempo contribuir para apoiar a decisão política ao nível local.
Os resultados do modelo multicritério permitiram monitorizar e avaliar a saúde da população de cada município em três momentos temporais (1991, 2001 e 2011). Em termos globais, o Índice de Saúde da População (INES) revelou que nos últimos 20 anos: (i) a saúde da população Portuguesa (Continente) evoluiu positivamente; (ii) as desigualdades entre os municípios diminuíram; e (iii) o padrão geográfico do INES tem vindo a ser marcado pelas dinâmicas urbanas e demográficas. A geografia do INES, em 2011, permite ainda identificar um conjunto de municípios em sinal de alerta, constituindo-se como potenciais áreas de intervenção prioritária.
Para apresentação e disseminação dos resultados, foi ainda desenvolvida uma plataforma WebSIG (plataforma tecnológica assente em sistemas de informação geográfica), de acesso público. A plataforma saudemunicipio disponibiliza mapas e informação gráfica dos resultados da aplicação do INES aos municípios portugueses nos últimos 20 anos. Permite visualizar, analisar e comparar os outputs do índice, por valor global, por valor em cada dimensão e áreas de preocupação e por valor em cada critério de avaliação, à escala municipal.
https://www.uc.pt/fluc/gigs/GeoHealthS
http://saudemunicipio.uc.pt/
Financiamento: FCT (FCOMP-01-0124-FEDER-041410)
O Projeto PT100 é o primeiro estudo português sobre a população centenária e tem como finalidade promover o conhecimento sobre a realidade deste grupo populacional que tem vindo a crescer significativamente nos últimos anos. Desde a sua condição física e mental, capacidade funcional, estilo de vida, relações familiares à qualidade de vida, entre outros aspectos, são várias as áreas em estudo sobre as quais foram inquiridos todos os centenários que aceitaram participar.
Investigação aplicada e serviços de prestação especializada
Financiamento: Protocolo entre a Universidade de Coimbra e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Territorial da Região Centro (CCDR-C)
O Plano Regional de Ordenamento do Território do Centro, PROT Centro, é um instrumento fundamental de articulação entre o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território, o PNPOT, os diversos instrumentos de política sectorial com expressão territorial e os instrumentos de planeamento municipal. A participação de diversos membros da equipa consistiu no desenvolvimento do Diagnóstico Estratégico, na definição das Opções Estratégicas de Base Territorial e no contributo para o modelo territorial de desenvolvimento da Região Centro.
https://www.ccdrc.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=156&Itemid=129
Financiamento: Protocolo entre a Universidade de Coimbra e a Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis
O Atlas dos Municípios Saudáveis é uma plataforma web de acesso público, assente em sistemas de informação geográfica, que disponibiliza ferramentas de visualização interactiva e análise dinâmica de indicadores de saúde da população dos municípios que integram a Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis (RPMS). Esta plataforma tem como objetivos caracterizar a saúde da população em múltiplas dimensões de resultados em saúde e determinantes da saúde e divulgar as boas práticas dos municípios em diferentes domínios de intervenção com impacto na saúde.
Financiamento: Protocolo entre a Universidade de Coimbra e a Câmara Municipal de Coimbra
A Estratégia Municipal de Saúde (EMS) está enquadrada no Decreto-Lei nº 23/2019 de 30 de janeiro que concretiza a transferência de competências no domínio da saúde para os órgãos municipais e para as entidades intermunicipais, atribuindo às Câmaras Municipais o dever de elaborar este documento estratégico.
A EMS corresponde a um instrumento de planeamento estratégico no domínio da saúde, tendo por objetivo geral definir prioridades com vista a:
- promover a saúde, bem-estar e qualidade de vida da população residente no município;
- diminuir as desigualdades injustas e evitáveis associadas às características dos locais de residência/trabalho/ensino, onde as populações nascem, vivem, trabalham e envelhecem (e.g., sócio-económicas, de educação, da habitação, do ambiente físico e construído, da mobilidade e acesso a bens, serviços e equipamentos).
Neste contexto, a equipa elaborou dois documentos:
- O Perfil Municipal de Saúde de Coimbra – 2020 constitui o primeiro volume da Estratégia Municipal de Saúde 2021-2025 e tem como objectivo fornecer um diagnóstico da situação de saúde e dos seus determinantes no território municipal, servindo de suporte à identificação de problemas e à definição de estratégias de intervenção.
- O Plano Municipal de Saúde de Coimbra constitui o segundo volume da Estratégia Municipal de Saúde de Coimbra 2021-2025 e visa a definição do quadro estratégico da intervenção municipal no domínio da saúde e da equidade em saúde no município de Coimbra.
https://www.cm-coimbra.pt/areas/viver/saude/estrategia-municipal-de-saude
Financiamento: EIT Health
Este projecto teve como objetivo desenvolver um curso de verão e um Massive Open Online Course (MOOC) sobre Urbanização e Saúde. Estiveram envolvidas três Universidades: Universidade de Copenhaga, Universidade Politécnica de Madrid e Universidade de Coimbra. O principal resultado do projeto é um MOOC disponível nas plataformas Coursera.org e MiriadaX. O MOOC é composto por cinco módulos, cada um com três a cinco palestras em vídeo, leituras e recursos, questionários e tarefas relacionadas à urbanização e saúde, incluindo saúde mental. Os tópicos abordados incluem os principais determinantes da saúde urbana, como demografia, mudança climática, poluição do ar, ruído, sistemas de transporte, espaços públicos e políticas e investimentos que afectam o sentido de comunidade e a segurança pública. Também está incluída uma introdução às principais tendências históricas em planeamento urbano e exemplos de métodos inovadores contemporâneos e abordagens centradas nas pessoas para criar soluções sustentáveis. O módulo final oferece aos alunos uma série de recursos para inspirar e ajudar a sensibilizar e agir em torno de ideias específicas para apoiar soluções sustentáveis para a urbanização e os desafios de saúde.
https://www.coursera.org/learn/urbanisation-health-promoting-sustainable-solutions
Financiamento: EIT Health
O URB-HealthS foi um programa educacional inovador sobre saúde urbana destinado a funcionários e profissionais municipais. O programa abordou o amplo impacto do ambiente construído na saúde pública, especialmente em populações vulneráveis, como os idosos, e cujas políticas e programas multi-sectoriais têm o potencial de promover comunidades e cidades mais saudáveis. O URB-HealthS organizou grupos de trabalho de especialistas multidisciplinares para gerar material de ensino sobre regulamentos, técnicas, estratégias e experiências relacionadas à saúde urbana. O material foi concebido para ser útil para os funcionários dos poderes locais de diferentes áreas.
O URB-HealthS foi implementado em três municípios europeus: Coimbra, Alcorcón e Newcastle. A parceria foi integrada pela Universidad Politécnica de Madrid (coordenação), o Departamento de Saúde Pública do Ministério Regional da Saúde de Madrid, a Universidade de Newcastle e a Universidade de Coimbra (como parceiros principais) e o Instituto Politécnico de Coimbra e a consultora internacional ARUP (como parceiros externos).
https://eithealth.eu/project/urb_healths/
https://www.youtube.com/watch?v=6CGrmvKjiKI&feature=youtu.be
O Cuidar de Quem Cuida (CQC) é um projecto inovador que promove estratégias de apoio aos cuidadores informais de pessoas dependentes. Com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) e José de Mello Saúde, o projecto está a ser implementado pelo Centro de Assistência Social à Infância de Sanguedo – CASTIIS e pela MAZE e tem como parceiros o Portugal Inovação Social, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e o CINTESIS.
O CQC surgiu da necessidade de respostas de apoio que fossem capazes de promover a saúde mental e a qualidade de vida de cuidadores informais, assim como dotá-los de conhecimentos e competências necessárias para um cuidado optimizado.
A primeira fase do projecto decorreu entre 2009 e 2013, na região Entre Douro e Vouga, e esteve direccionada para cuidadores informais de pessoas com demência e pós-AVC. Assentou em cinco linhas de intervenção centrais: constituição de grupos de intervenção psico-educativa e de ajuda mútua, constituição de uma bolsa de cuidadores com formação complementar, dinamização de redes locais de voluntariado, diagnóstico de serviços de descanso ao cuidador, e criação de fóruns de discussão.
A segunda fase decorreu entre 2014 e 2016 e considerou outros municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP), dirigindo-se especificamente a cuidadores informais de pessoas com demência; esta fase o projecto incluiu três acções – a implementação do programa psico-educativo do CQC e de grupos de ajuda mútua, a criação de redes de parceria entre várias ONG da região, e um estudo de impacto socioeconómico.
O projecto está a ser implementado pelo Centro de Assistência Social à Infância de Sanguedo – CASTIIS e pela MAZE, e tem como parceiros o Portugal Inovação Social, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e o CINTESIS.
O Cuidar de quem Cuida foi reconhecido como projecto inovador em Janeiro de 2019, data em que recebeu o Título de Impacto Social (TIS) um dos quatro instrumentos de financiamento da iniciativa Portugal Inovação Social, constituindo-se como o primeiro TIS na Europa na área da saúde.
Redes e cooperações
Financiamento: Programa Erasmus+ da Comissão Europeia
A EC2U - European Campus of City-Universities | Campus Europeu de Cidades Universitárias é uma aliança multicultural e multilíngue, composta por sete universidades históricas, focadas no ensino e na investigação, com uma forte componente de internacionalização, substancialmente activas em termos de cooperação europeia, e com foco especial na ligação à cidade e ao meio em que se inserem, do norte, sul, leste e oeste da Europa. A visão da EC2U é desenvolver um espaço inovador que permita que a mobilidade flua livremente – sem barreiras administrativas, psicológicas e culturais – entre as sete universidades e as respectivas cidades.
https://ec2u.eu
https://www.uc.pt/sustentabilidade/projetos/ec2u