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Imprensa da Universidade

Egas Moniz e o prémio Nobel

Coordenador: Manuel Correia
Língua: Português
ISBN: 972-8704-95-X
ISBN Digital: 978-989-26-0352-0
DOI: http://dx.doi.org/10.14195/978-989-26-0352-0
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra
Edição: 1.ª
Data: Novembro 2006
Preço: 10,00 €
Dimensões: 240 mm x 170 mm
N.º Páginas: 143


Sinopse:

Este livro traz a público três contribuições principais, extraídas da investigação em curso: uma abordagem problematizadora das questões históricas e sociológicas envolvidas no processo que levou Egas Moniz a ser agraciado com o Nobel da Medicina ou Fisiologia, em 1949, (ex-aequo com o fisiólogo suíço Walter Rudolf Hess); uma cronologia das nomeações de Moniz para o Prémio, iniciada em 1928, logo após a apresentação e publicação dos resultados do que viria a ser a Angiografia Cerebral, e prosseguiu com as nomeações de 1933, 1937, 1944 e, com a nomeação coroada de sucesso, de 1949; e, ainda, um conjunto de documentos de inegável interesse, que são as avaliações dos méritos do candidato, elaboradas por membros destacados pelo Comité Nobel com vista à emissão de pareceres e recomendações finais. De acordo com o regulamento da Fundação, estes documentos são conservados com a classificação de “secretos” nos Arquivos Nobel, durante os 50 anos subsequentes à sua datação. O autor beneficiou de uma Bolsa de Doutoramento da Fundação da Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência e Ensino Superior, que lhe possibilitou a pesquisa levada a cabo nos arquivos da Fundação Nobel, no Karolinska Institutet, em Estocolmo. No decurso dos trabalhos, irrompeu a inenarrável campanha para a “desnobelização” de Egas Moniz. Não querendo desprezar nada do que envolva a (re)interpretação da obra de Egas Moniz, o autor optou por consagrar algumas páginas à campanha, sublinhando os aspetos que lhe pareceram mais relevantes. Não apenas pelo lado do ritual das efemérides - passaram, no ano transato, 50 anos sobre a morte de Egas Moniz - mas igualmente pela força e pressão do “passado” sobre o nosso modo de vida quotidiano, a forma como se lembra e esquece Moniz, enfatizando alternadamente o Médico, o Cientista, o Político, ou o Empreendedor, um dos picos da campanha para retirar o Prémio Nobel a Egas Moniz precipitou-se sobre o texto do autor, desafiando-o. Ou o excluía, invocando um pretexto qualquer, ou o enfrentava, tentando compreendê-lo. O autor resolveu o dilema, estudando-o. Afinal, só vinha confirmar a permanência do passado e a atualidade da História. 

Sumário - PDF

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