"Uma análise sobre os modos de transmissão da COVID-19 à luz dos conceitos de Qualidade do Ar Interior"
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Introdução
As dúvidas suscitadas ao autor relativamente à importância que as autoridades de saúde, quer a nível nacional, quer a nível internacional, atribuem ao papel que desempenham os diferentes modos de transmissão na propagação das infeções virais e as consequências que daí podem advir constituíram a motivação principal para a redação do presente texto.
Tem vindo a ser repetidamente afirmado que a transmissão se faz maioritariamente por contato e através das gotas que, emitidas pela pessoa infetada, atingem no seu percurso o recetor sensível, pelo que se se mantiver uma distância de segurança da ordem de 1 a 2 m, se minimizará fortemente o risco de contaminação e de propagação da doença.
Considera o autor que, sem que haja uma evidência científica que o justifique, se tem menorizado o papel que pode ser desempenhado pela transmissão através do modo de partículas em suspensão e que, em consequência, se têm desaconselhado algumas das medidas de proteção que, provavelmente, estarão na base das taxas de propagação da epidemia mais modestas em alguns países asiáticos.