São Tomé e Príncipe BIODIVERSITY in S. TOME & PRINCIPE |
The
biodiversity of the Republic of S. Tome & Principe has been
actively studied since 1990. ECOFAC (Ecosystèmes Forestiers d'Afrique
Centrale, http://www.ecofac.org/
and IUCN promoted its study and basis for conservation.
Two major Protected Ecological Areas are the Parks of Obô in both islands of S. Tome and Principe
http://www.ecofac.org/Composan.....ipeObo.htm
which cover some full Reserves and adjacent buffer zones.
Jorge Paiva has been involved in some aspects of this research. |  |
The 4 islands and islets of the Gulf of Guinea are a paradise of biodiversity. ISLANDS
| AREA (km2)
| DIST. AFRICA(km)
| ALTITUDE(m) | ORIGIN
| ENDEMICS(%)
| S. Tomé
| 857
| | 2024
| ocean | 15.4
| Príncipe
| 139
| | 998
| ocean
| 9.9
| Pagalú
| 14
| | | ocean | 7.7
| Bioco
| | 32.5
| | continental
| 3.6
|
The
Republic of S.Tome & Principe also includes 12 islets: Rolas,
Cabras, Santana, Quixibá, Gabado, Coco, Pedras Tinhosas, Sete Pedras,
Pedra da Galé, Bombom, Boné de Jóquei e Mosteiros. The island of
Príncipe is mountainous, with numerous steep peaks. Pico do Príncipe is
the highest, followed by Pico Papagaio (680 m), in the central part of
the island. S. Tome also is very hilly, its highest point at 2024 m
(Pico de S. Tomé) rising above the crater of an extinct vulcano at 1480
m (Lagoa Amélia), and also with some steep phonolites such as Cão
Grande (663 m) e o Cão Pequeno (390 m), of very difficult access. The
Equator crosses the country at the islet of Rolas. Therefore, the
vegetation is tropical and luxurious throughout, even at high altitude.
The primitive humid equatorial forest (pluvisilva) remains in the peaks
and mountains, perfectly preserved due to inaccessability. |  |
The
islands were not inhabited till their discovery in 1471-72. The only
existing mammals must have been 3 species of bats, one smaller ,
insectivorous and endemic (Myonycteris brachycephala) and 2 larger
ones, fruit eating (Eidolon helvum e Rousettus aegyptiacus), all eaten
by the poor people. At present a few other animals are naturalized in
the islands, such as pigs, monkeys (Cercopithecus mona) and an African
feline (Viverra civetta). Because there are so few mammals in the
islands these are all eaten. The 143 species of birds are well studied,
Some, 21%, are endemics, such as the pigeon (Columba thomensis) e the
ibis (Bostrychia bocagei). A floresta primitiva designada localmente por obó (pluvisilva) que, presumivelmente, ocupava praticamente toda a superfície das duas ilhas, foi “domada”, inicialmente, logo após a fixação dos primeiros colonos para plantações de cana do açúcar (Saccharum officinarum), abandonadas nos finais do séc. 16 e, mais tarde, no séc. 19, para plantações de cafeeiros (Coffea arabica, Coffea liberica, Coffea stenophylla), cacaueiro (Theobroma cacao) e outras culturas menores. Além disso, a pluvisilva foi, desde o início da ocupação, desbastada para madeiramento, como já referia Valentim Fernandes no século XV nas suas crónicas, no que se refere à ilha de S. Tomé.
Como é comum em ilhas habitadas a flora de S. Tomé e Príncipe está repleta de plantas exóticas, sendo várias invasoras. As plantas da quina (várias espécies de Cinchona), introduzidas no séc. 19 e algumas gramíneas como, por exemplo, o pé-de-galo (Eleusine indica) são disso exemplos.
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A flora vascular destas ilhas é rica em endemismos pois mantiveram-se isoladas de África, não havendo grande permuta genética com populações continentais. Assim, a ilha de Bioco é a menos rica em endemismos vegetais por ser a que se encontra mais próximo do Continente. A que apresenta maior percentagem destes endemismos é a ilha de S. Tomé por ser, das 3 oceânicas, a de maior superfície.
As formações vegetais em S. Tomé resultam da combinação da ocupação humana, do relevo rigoroso e das condições climáticas tropicais. O nordeste é semi-árido devido à desarborização quase completa para o antigo cultivo da cana-de-açúcar. Em altitude verificam-se os seguintes andares: • a cultura do cacaueiro pode atingir os 800 m de altitude, ocupando zonas de grande humidade; • 600 - 1000 m, são cultivados cafeeiros, competindo, em algumas áreas, com o cacaueiro, tornando-se grdualmente predominantes; • 1000- ± 1400 m, estão as formações florestais secundárias (capoeiras), resultantes de alterações da pluvisilva e onde as plantas da quina representam os últimos vestígios da acção antrópica; •acima dos 1400 m, está a floresta densa e húmida, a pluvisilva. Esta floresta de nevoeiro, típica das altas montanhas da África tropical acima dos 2000 m é abundante em Ericaceae como Philippia thomensis, Campanulaceae como Lobelia barnsii e Podocarpaceae como Podocarpus mannii (pinheiro-de-s.tomé), todas endémicas da ilha.
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As formações tipicamente litorais como os ecossistemas dunares ocupam áreas reduzidas já que a pluvisilva ocupava praticamente toda a ilha e o solo vulcânico não propicia tais formações. Nessas zonas litorais ocorre frequentemente Ipomoea pes-caprae subsp. brasiliensis (pé-de-cabra), como é habitual nas dunas das regiões tropicais, e mangais, com dominância de Rhizophora harrisonii (mangue-rosso), no sul da ilha. Na rocha vulcânica do litoral vegeta o Pandanus thomensis (pau-esteira), um endemismo da ilha.
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A vegetação da ilha do Príncipe é muito semelhante à de S. Tomé, verificando-se igualmente o predomínio de Rubiáceas, Euforbiáceas, Orquidáceas e fetos. No entanto, é mais luxuriante e de uma beleza incomparável pois a floresta primitiva não foi tão delapidada por a ilha ter tido menor ocupação humana. Nesta ilha ocorre grande número de Cornáceas, características das florestas secundárias (capoeira), resultantes da destruição da floresta primitiva. Esta sofreu grande redução quando em 1906 se realizou a campanha de erradicação da doença do sono.
Nesta ilha, são reduzidíssimas as áreas com ecossistemas dunares e os mangais estão confinados à bacia da Uba, na foz do rio Papagaio, junto à praia das Burras, cerca da praia da Lapa e na foz do rio Água Grande.
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In any of the islands there are wonderfull beaches surrounded by palm trees (Cocos nucifera), native in the Pacific. |  |
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