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NICIF

Joint Research Centre

Apresentação

O risco de incêndio florestal está presente numa grande variedade de territórios e, quando se manifesta, causa grandes prejuízos, com consequências ecológicas, sociais, económicas e, em particular, com altos custos de prevenção e de combate a incêndios. Em alguns anos tem mesmo consequências trágicas, com a perda de vidas humanas e casas queimadas, além de milhares hectares de vegetação destruída.



Tanto as condições naturais, constituídas por vegetação altamente inflamável, condições climáticas favoráveis, traduzidas em ondas de calor, secas e vento, como a falta de ordenamento do território, que permite a continuidade espacial da vegetação e a acumulação da carga de combustível, bem como o aumento das urbanizações no interior ou contíguas à floresta e o incremento do uso da floresta para o turismo, contribuem para aumentar o risco de incêndio florestal na região Mediterrânea.



Esta situação resulta das profundas transformações no território, observadas durante as últimas décadas, com consequentes modificações do uso do solo e na estrutura etária, social, cultural e económica da população que reside nas áreas florestais. A partir de diferentes fontes estatísticas, sabemos que a maioria dos incêndios florestais na Europa Mediterrânea (acima de 90 %) ocorre como consequência das atividades humanas que podem atuar diretamente como fontes de ignição de incêndios ou, indiretamente, ao criar as condições que favorecem a ignição e/ou a propagação do incêndio.



Estas causas são numerosas, mas em geral não são bem conhecidas. Um melhor conhecimento dessas causas permitirá melhorar e desenvolver ações específicas para a prevenção de incêndios e o ordenamento do território, a fim de diminuir consideravelmente o número de ignições de fogo e de, a médio prazo, mitigar o risco de incêndio.

Atualmente, devido à natureza transfronteiriça das implicações dos incêndios florestais, à heterogeneidade dos sistemas de classificação nacionais e à abrangência relativamente limitada do sistema de classificação da UE (limitado a quatro categorias) tornou-se necessário proceder a uma abordagem, à escala europeia, da análise das causas dos incêndios florestais.



Neste contexto, o Instituto para o Ambiente e Sustentabilidade (IES, JRC) financiou este projeto, cujo principal objetivo era a determinação das causas dos incêndios florestais e a harmonização de métodos para a sua divulgação.



Os objetivos específicos deste projeto foram:

  • Analisar as causas e a  distribuição espacial e temporal dos incêndios florestais;
  • Identificar os principais fatores que influenciam a ocorrência dos incêndios nos diferentes países europeus.