/ Espaços do Jardim

Jardim Clássico

Portão Principal

A entrada principal do Jardim Botânico faz-se pelo pórtico da autoria de José Santos Leal que terá sido concluído até 1839. O portão em ferro forjado com aplicações de bronze foi instalado, alguns anos mais tarde, em 1844. Da autoria de Manuel Bernardes Galinha, mestre serralheiro que pertenceu a uma célebre geração de artistas que se dedicaram às artes do ferro no século XIX em Coimbra.

Estátua a Brotero

Félix de Avelar Brotero, nomeado diretor em 1791, é por muitos considerado o Pai da botânica em Portugal, sendo autor da primeira Flora Lusitanica, publicada entre 1804 e 1805. Termina as obras no Quadrado Central em 1784, dedicando a D. Maria I o pórtico de entrada. Organiza as coleções, em 60 canteiros retangulares em redor do lago. Foi também Brotero que planeou, em 1807, o alargamento do Jardim, para os diversos espaços que hoje conhecemos. A sua intervenção foi além da botânica, não esquecendo as infraestruturas para a rega, canteiros e muros e casas de apoio. Estátua em mármore esculpida por Soares dos Reis, em 1887.

Terraço Superior

No Terraço Superior encontramos algumas das árvores mais emblemáticas do Jardim. A coleção de coníferas, com diversas araucárias, ciprestes e a imponente sequoia. Diversos eucaliptos, alguns centenários, outros mais recentes como o eucalipto-arco-íris (Eucalyptus deglupta), plantado em 2017.

Terraço Júlio Henriques

A entrada norte do Jardim Botânico é também conhecida por Terraço Júlio Henriques, onde podemos encontrar a sua Estátua. Este terraço é dedicado a árvores na sua maioria de folha caduca, incluíndo também um admirável afrocarpo (Afrocarpus falcatus). Infelizmente muitos dos espécimes aí existentes foram derrubados com a Tempestade Leslie, estando neste momento em curso um novo projeto d plantação de espécimes arbóreos.

Estátua a Júlio Henriques

Nomeado diretor do Jardim Botânico de Coimbra em 1873, cargo que ocupou durante 45 anos, transformando-o numa instituição de referência nível internacional, pela intensificação das trocas de plantas e sementes com outros Jardins Botânicos. Do Jardim Botânico de Java consegue sementes de espécies do género Chinchona de cuja casca se extrai o quinino, fundamental para o combate à malária. Dirigiu várias expedições científicas com o objetivo de recolher espécies da flora portuguesa. Foi também o fundador da primeira sociedade científica botânica do país, a Sociedade Broteriana. Estátua esculpida por Barata Feio em 1951.

Escola Médica

Durante muitos séculos e mesmo nos nossos dias, a medicina apoiou-se na botânica para a investigação de propriedades terapêuticas de algumas plantas. Aqui apresentam-se plantas aromáticas e medicinais. Não se encontra de momento aberta ao público.

Escolas Sistemáticas

As escolas de Sistemática do Jardim Botânico são escolas de Botânica, isto é, as plantas aqui encontram-se organizadas e distribuídas nos canteiros por ordem das famílias a que pertencem. Não são de momento visitáveis.

Recanto Tropical

A excelente exposição solar permitiu recriar neste espaço um ambiente tropical, com palmeiras de variadas proveniências, incluindo a única espécie portuguesa, espontânea no Algarve, a palmeira-das-vassouras (Chamaerops humilis), assim como muitas estrelícias arbóreas (Strelitzia nicolai).

Estufa Tropical

Desejada por todos os diretores do Jardim Botânico, para poderem cultivar plantas de outros climas, a sua construção teve finalmente início em 1855, tendo sido concluída dez anos depois. Em 2013, no seguimento da classificação da Universidade de Coimbra como Património Mundial da UNESCO, foram iniciados trabalhos de requalificação da Estufa, reabrindo portas na primavera de 2018. É composta por três salas, com ambientes distintos, que acolhem diferentes coleções de plantas vivas, das quais se destacam orquídeas, plantas carnívoras, árvores tropicais e fetos. A sala poente acolhe uma coleção de plantas nativas de São Tomé e Príncipe, ímpar na Europa.

Jardineta da Figueira

Nesta jardineta, no patamar inferior à Estufa Tropical, encontramos diversas palmeiras e ainda a imponente Ficus macrophylla Pers., vulgarmente conhecida como figueira-da-austrália ou figueira-estranguladora. O nosso exemplar foi plantado por volta de 1887, e conta com cerca de 20 metros de altura e um tronco com 18 metros de perímetro.

Quadrado Central e Fonte

Foi neste espaço que teve início o nosso Jardim, e onde foram recebidas as suas primeiras plantas em 1774. Centro nevrálgico do Jardim Botânico, é reflexo das diversas modificações sofridas nos últimos 250 anos. Terminado em 1794 por Avelar Brotero, foi depois remodelado por Júlio Henriques que o transformou num Jardim geográfico, com os seus canteiros concêntricos em redor do lago. Na década de 40 do século XX, sob a direção de Abílio Fernandes, sofreu também grande renovação. A diversidade reina neste lugar, onde magnólias variadas, cerejeiras de jardim, azáleas, entre outras, ladeiam uma grandiosa fonte de Cottinelli Telmo colocada em 1949, transmitindo a toda esta área a atmosfera do Romantismo.

Baixo Relevo de Luiz Carrisso

Nomeado diretor do Jardim em 1918, Luiz Carrisso dá continuidade ao trabalho de Júlio Henriques no enriquecimento do Herbário do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. Dirige várias expedições científicas com esse fim no território português e desenvolve a recolha de espécies da flora Africana. Veio a falecer prematuramente, em 1937, numa expedição em Angola. Baixo-relevo da autoria de José dos Santos, em 1948.

Alameda das Tílias

É um dos lugares emblemáticos do Jardim, que nos traz à memória os antigos passeios públicos das cidades europeias. Aqui, o cenário aprazível muda sazonalmente e em maio e junho acresce à beleza deste espaço o agradável perfume das flores.

Jardineta das Camélias

Pontuada de grande diversidade, nesta jardineta destacamos a nossa coleção de camélias. As flores da Camellia japonica variam entre o branco, rosa ou vermelho e podem apresentar cinco ou mais camadas sobrepostas de pétalas, dependendo dos cultivares.

Terraço Vandelli

A entrada sul do Jardim Botânico, também conhecida por Terraço Vandelli, deve essa designação ao facto da rua exterior ao Jardim Botânico ter o mesmo nome. Domenico Vandelli foi um dos responsáveis pela criação do Jardim Botânico em 1772, instituição que dirigiu durante 22 anos. Este terraço alberga 5 espécimes do género Cedrus. Três dos espécimes existentes atualmente foram plantados em 1921, por Luis Carrisso.