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12 de Novembro
Demónios
Nuno M. Cardoso, no âmbito de Dramaturgia Contemporânea, com encenação de uma das obras mais importantes do dramaturgo sueco Lars Nóren, Demónios, um texto que expõe dois casais mergulhados na sua vida sentimental, dominada pela violência psicológica, num jogo de forças entre o dominado e o dominante, onde pontua ocasionalmente o que chamamos "relação".
Frank e Katarina não têm filhos, têm trinta e muitos anos e
uma relação de nove anos. Vivem num apartamento fino, mas desleixado. Jenna e
Thomas vivem no apartamento de baixo; são da mesma idade, têm dois filhos e as
intermináveis pequenas desgraças que se abatem numa pequena família normal. No
dia do funeral da mãe de Frank os dois casais convivem pela primeira vez. O
jovem casal, aparentemente feliz e extenuado com as crianças, caminha para o
inferno da relação de Frank e Katarina. O serão começa como uma espécie de
reunião amigável de dois casais e tropeça num encontro de passos em falso não
planeado. Os quatro enredam-se numa trama de humilhações, provocações sexuais,
confissões inesperadas e ataques exibicionistas. A solidão agressiva do casal
sem filhos abala o suposto idílio do outro casal. Esta tensão sexual pelo
outro, que, após centenas de cruzamentos nas escadas, transforma-se numa
fantasia contínua, não pode ser expressa de forma catártica. Descamba em
tentativas confusas e embaraçosas de uma vida desinibida e selvagem. O medo da
solidão, o aborrecimento da relação e as esperanças arruinadas de uma
revigorante mudança constroem uma prisão onde os demónios da vida se escondem
numa vida quotidiana de mesquinha maldade, rancor desajeitado, ameaças de
separação e impotência sexual.
Ficha Técnica
De Lars Norén
Tradução Ricardo Braun
Encenação Nuno M. Cardoso
Interpretação João Melo, Joana Carvalho, Micaela Cardoso e Pedro
Frias
Cenografia F. Ribeiro
Desenho de luz José Álvaro Correia
Coprodução Ao Cabo Teatro, O Cão danado e companhia, CCVF- Centro Cultural Vila Flor
Apoios Embaixada da Suécia e Anjos Urbanos Cabeleireiros
Agradecimentos Gonçalo Vilas-Boas, Francisca Carneiro Fernandes e Josué Maia.
O Ao Cabo Teatro e o Cão danado e companhia são estruturas financiadas pelo Governo de Portugal/ Secretário de Estado da Cultura/ Direcção- Geral das Artes