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A Academia Portuguesa e a Teoria da Relatividade Geral no período entre guerras

2.ª-feira, 24 Junho, 18:00
19 junho, 2019
A Academia Portuguesa e a Teoria da Relatividade Geral no período entre guerras
A Academia Portuguesa e a Teoria da Relatividade Geral no período entre guerras

Na próxima 2.ª-feira, dia 24 de Junho, pelas 18:00 horas, tem lugar no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra "A Academia Portuguesa e a Teoria da Relatividade Geral no período entre guerras" com Augusto Fitas.

Sinopse da palestra:

O contexto histórico da elaboração da Teoria da Relatividade Geral  e das primeiras tentativas da sua confirmação. Portugal foi um dos países que na época esteve associado à confirmação observacional desta teoria porque o grupo do astrónomo Arthur Eddington fez as suas observações do eclipse solar na Ilha do Príncipe, uma possessão colonial portuguesa, no entanto, e apesar dos contactos havidos com o Observatório Astronómico de Lisboa, nenhum astrónomo português esteve presente nesta importante expedição científica. Seminários internacionais no início dos anos 20 e 30, conduzidos por cientistas estrangeiros convidados, foram cruciais para o contacto científico da comunidade científica portuguesa com a nova teoria. No início dos anos vinte, um curso anual de Física Matemática na Faculdade de Ciências de Lisboa inaugurou a introdução da Relatividade Especial e Geral no currículo universitário português. Os matemáticos e astrónomos portugueses, em vez dos físicos, foram os primeiros a ser atraídos por essa teoria e os poucos artigos científicos publicados internacionalmente têm dois membros desse grupo como autores. A teoria de Einstein foi objecto de vários artigos publicados em revistas culturais nacionais e em revistas científicas portuguesas. Esses artigos foram palco de disputas públicas entre cientistas que apoiavam a nova teoria e aqueles que se manifestavam contra.


Sobre o autor:

Augusto José dos Santos Fitas, licenciado e doutorado em Física,  agregado  em História das Ideias em Física, Professor (aposentado) de Física e de História e Filosofia da Ciência  na Universidade de Évora, um dos fundadores do Centro de História e Filosofia da Ciência desta Universidade (unidade de investigação avaliada e financiada pela FCT), actualmente é  investigador do Instituto de História Contemporânea (pólo de Évora) e coordenador do Grupo de História da Física da SPF. Foi responsável por vários projectos de investigação financiados pela JNICT/FCT e, nas várias áreas científicas em que  trabalhou,  publicou em revistas nacionais e internacionais para cima de meia centena de artigos, realizou dezenas de conferências e manteve uma actividade regular de difusão e divulgação científica para públicos diversos. Entre os vários trabalhos publicados no domínio da HFC destaca os seguintes livros: (1) em colaboração com  António Videira (organização, introdução e notas) (2004). Cartas entre Guido Beck e Cientistas Portugueses. Lisboa: Instituto Piaget; (2) em colaboração  com Marcial. E. Rodrigues e Fátima Nunes (2008). Filosofia e História da Ciência no Portugal do século XX. Lisboa: Caleidoscópio; (3) (2012). O Princípio da Menor Acção: uma história de Fermat a Lagrange. Lisboa: Caleidoscópio; (4)  (editor) (2013). A Junta de Educação Nacional e a investigação científica em Portugal no período entre guerras. Lisboa: Caleidoscópio. Tem desenvolvido investigação no domínio da  História da Física e Matemática dos séculos XVIII a XX e, em particular, na  História destas disciplinas em Portugal, dando uma atenção particular às instituições científicas no século XX.