Novidades na biblioteca
Esta semana, chegaram mais livros e já estão disponíveis para consulta e/ou empréstimo domiciliário:
Título: Pensar o trabalho no futuro : dez entrevistas
Autores: organização Bárbara Reis ; coordenação Marta Lopes e Susana Norton ; Guy Standing [et al.]
Publicação: Lisboa : Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2018.
Resumo: Ninguém sabe como vai ser o trabalho daqui a 50 anos, mas há ideias sobre o futuro. Entre optimismo e pessimismo, os especialistas ouvidos nestas dez entrevistas apontam-nos para três direcções comuns: não vale a pena alimentar a ilusão de que podemos limitar o impacto da tecnologia e da globalização; temos de nos preparar para a mudança que vem aí; não sabemos muito bem o que vem aí - a não ser, talvez, que será muito diferente daquilo que imaginamos. Não sabemos sequer qual vai ser a próxima revolução tecnológica e que efeito terá no trabalho. Do ambiente à precariedade, dos sindicatos à inteligência artificial, passando pelo envelhecimento, a sharing economy, o género, a história, a política e a geoestratégia, este livro dá voz directa a homens e mulheres que há anos estudam o trabalho a partir de um ponto de vista particular. Não oferece uma tese, mas várias, algumas contraditórias entre si.
Antecipam-se progressos luminosos, mas também continuidades. Haverá profissões novas, mas ainda não sabemos quais. Numa coisa todos concordam: vamos continuar a trabalhar. Resume Alexandre Soares dos Santos, veterano patrão português: "se julgam que vamos ter um tempinho fácil, estão enganados".
Bárbara Reis (org.)
Título: O banco do tempo que passa : meditações cósmicas
Autor: Hubert Reeves ; tradução Tiago Marques ; revisão científica Carlos Fiolhais.
Publicação: Lisboa : Gradiva, 2018.
Resumo: «Próximo do lago de Malicorne, em frente a um imponente salgueiro que se reflecte na água calma, há um banco de madeira: ‘o banco do tempo que passa’. Sento-me ali para tentar sentir o fino fio de tempo que nos prende ao longo da nossa existência.
Após um momento de silêncio, vêm-me ao espírito pensamentos que prolongam a minha interrogação constante sobre o mundo. A meditação sobre o mundo que simultaneamente me maravilha, me fascina e me inquieta é também uma busca da tranquilidade.
Este livro destina-se a todos os que se interrogam sobre o grande mistério da realidade na qual o nascimento nos pôs a viver durante algum tempo. Quero partilhar aqui as minhas reflexões sobre temas que me são caros. Procuro exprimir o que extraio das minhas experiências de vida e do meu ofício de astrofísico para transmitir, aos que me dão a honra de se interessarem, as minhas convicções íntimas, aquelas que desempenham um papel importante quando temos de julgar uma situação ou tomar uma determinada decisão.
Mas nada nestas páginas é definitivo. Tudo aqui é provisório e a actualizar… continuamente.»
Título: The order of time
Autor: Carlo Rovelli ; translated by Erica Segre and Simon Carnell.
Publicação: [London] : Allen Lane, an imprint of Penguin Books, 2018.
Conteúdo: Perhaps time is the greatest mystery -- Part one: The crumbling of time (1. Loss of unity ; 2. Loss of direction ; 3. The end of the present ; 4. Loss of independence ; 5. Quanta of time) -- Part two: The world without time (6. The world is made of events, not things ; 7. The inadequacy of grammar ; 8. Dynamics as relation) -- Part three: The sources of time (9. Time is ignorance ; 10. Perspective ; 11. What emerges from a particularity ; 12. The scent of the madeleine ; 13. The sources of time) -- The sister of sleep.
Resumo: "Why do we remember the past and not the future? What does it mean for time to "flow"? Do we exist in time or does time exist in us? In lyric, accessible prose, Carlo Rovelli invites us to consider questions about the nature of time that continue to puzzle physicists and philosophers alike. For most readers this is unfamiliar terrain. We all experience time, but the more scientists learn about it, the more mysterious it remains. We think of it as uniform and universal, moving steadily from past to future, measured by clocks. Rovelli tears down these assumptions one by one, revealing a strange universe where at the most fundamental level time disappears. He explains how the theory of quantum gravity attempts to understand and give meaning to the resulting extreme landscape of this timeless world. Weaving together ideas from philosophy, science and literature, he suggests that our perception of the flow of time depends on our perspective, better understood starting from the structure of our brain and emotions than from the physical universe."
Título: Manifesto para a produtividade e o desazo da economia portuguesa
Autor: António S. Carvalho Fernandes.
Publicação: Lisboa : Gradiva, 2018.
Resumo: É urgente questionar a persistente pobreza de Portugal.
As elites que nos governam há 40 anos não souberam tirar Portugal da cauda da União Europeia e da OCDE. Políticos, empresárioa, professores universitários e corporações têm de se questionar sobre este fracasso.
Três bancarrotas adiaram o país 20 anos, produto d euma inaceitável ignorância dos dirigentes de então.
Serão as nossa condições culturais insuperáveis? Não! Podemos crescer. Outros países o conseguiram.
Um sistema eficaz de igualdade de oportunidades confirmaria essa possibilidade. Uma cultura de eficiência, de premiação do sucesso e de responsabilização levar-nos-ia ao bom caminho.
Mas para que esse mandato surja, será preciso, em primeiro lugar, explicar aos cidadãos o que é necessário fazer para o país enriquecer com benefícios para todos. Em segundo lugar, esclarecer que não se pode esperar por melhor saúde, justiça ou educação sem o acréscimo de valor que não temos sabido criar. E, por último, mostrar que só há desenvolvimento se as empresas assegurarem o crescimento económico do país.
É condição imprescindível.
De facto, o crescimento sustentado depende do aumento de produtividades, o que requer mais iniciativa e muito mais investimento produtivo.
E, para mais investimento, é necessário poupar, otimizar os nossos recursos e haver visão de retornos atraentes. Todas as mães de família sabemisto, qualquer português o percebe se for bem explicado.
Este livro é um desafio às nossas elites e um manifesto para a produtividade.
Título: Compreender o mundo e atualizar a igreja : grandes textos do Padre Manuel Antunes, SJ
Autor: coordenação de José Eduardo Franco e Luís Machado de Abreu ; prefácio de José Pedro Serra
Publicação: Lisboa : Gradiva, 2018
Resumo: «Nos textos aqui reunidos, o mais apreciável e decisivo, creio, é o modo como essa (...) erudição se enraíza no aqui e no agora e se compromete numa racionalidade dialógica com o mundo do seu tempo e que é também o momento existencial do encontro com o outro.
Muitos dos seus textos sobre a igreja ou sobre o mundo (...) respondem a questões concretas que a inteligibilidade da época ou os sinais dos tempos impunham, mas porque neles perpassa uma enriquecida consciência (...) da ampla cultura, as suas reflexões, sem trair a fidelidade ao que é do tempo, ultrapassam-no, constituindo-se interlocutores privilegiados para nós e para homens que hão de vir. (...) As páginas aqui reunidas ajudam-nos a ver mais claro, convidam-nos, porfiadamente, a olhar a vida, pensando-a, e a pensar a vida, vivendo-a. Só isso é imensa herança.»
J. PEDRO SERRA, do Prefácio
«Manuel Antunes não foi o único despertador de energias adormecidas a apelar à consciência dos homens bons e a propor linhas de rumo para a cidadania participativa, esclarecida e militante. Mas soube condensar, porventura como mais ninguém, com incomparável empenho e clareza um plano de salvação colectiva feito de propostas tão simples como decisivas para a construção do futuro.»
J. EDUARDO FRANCO e L. MACHADO DE ABREU, da Introdução
Título: Extreme : human body stunts for professionals
Autor: Luís de Matos
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