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Causas do atraso científico em Portugal | Ciência às Seis (on-line)

14 de Setembro - 18h
3 setembro, 2021
Causas do atraso científico em Portugal

Dia 14 de Setembro, às 18h, realiza-se via Plataforma Zoom, a sessão em torno do livro "Sobre as causas do atraso científico em Portugal : uma digressão histórica" com o autor Luís Miguel Bernardo, professor de Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (aposentado) e moderação do físico Carlos Fiolhais.

Sessão inserida no ciclo "Ciência às Seis", iniciativa do RÓMULO - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, destinada a todo o público com interesse em questões de ciência e tecnologia, em particular as que pretendem perceber melhor a história da nossa ciência. Haverá oportunidade para colocar questões e comentários no final. A sessão é de participação livre e gratuita, sem necessidade de inscrição.

O livro publicado pela UMinho Editora em 2021, encontra-se disponível on-line AQUI

Resumo da Palestra:
Já Antero de Quental falava, nos anos 70 do século XIX, nas famosas Conferências do casino, sobre as “causas da decadência dos povos peninsulares”. Uma delas era a falta de ciência. A questão que continua actual é: Por que é que Portugal não se desenvolveu tanto como outros países europeus? No seu novo livro Sobre As Causas do Atraso Científico em Portugal, Uma Digressão Histórica (UMinho Editora, 2021, acessível gratuitamente no site da editora) o físico e historiador de ciência Luís Miguel Bernardo, depois de apresentar uma breve história da ciência portuguesa, elenca as causas endógenas e exógenas do referido atraso. Debruça-se , em particular, sobre as causas de natureza económica, as causas ligadas ao sistema educativo e as causas associadas ao sistema científico.

Sinopse do livro: O atraso científico que se verificou em Portugal desde o século XVII é um facto quase unanimemente reconhecido. Para o explicar, muitos pensadores e analistas, nacionais e estrangeiros, sugeriram as mais variadas causas reais ou imaginárias. Algumas estão ligadas a atributos pessoais, de caráter endógeno ou exógeno; outras a condicionalismos geopolíticos ou a fatores económico-financeiros. Duvidou-se da capacidade intelectual e do engenho dos portugueses; depreciou-se a sua aptidão para o trabalho, perseverança e reflexão; inventaram-se desconformidades entre atividades dependentes da emoção e da razão. Houve quem opinasse, sabiamente, que o atraso se devia ao desinteresse votado à ciência pelos portugueses e seus governantes, o que justificava a iliteracia científica generalizada, a pouca importância atribuída ao saber e o pouco investimento nacional na investigação científica. Da leitura deste livro, que aborda detalhadamente todos estes temas, facilmente se conclui que o atraso científico em Portugal não se deveu a causas inevitáveis ou a um singular e fatal destino, mas apenas a circunstâncias desfavoráveis que poderiam ter sido alteradas pela vontade dos portugueses. Se o progresso económico-social é um objetivo nacional, é indispensável que se reconheça a importância fundamental da ciência e se atribua à investigação científica o justo lugar que deve ocupar entre as infraestruturas nacionais mais reconhecidas e valorizadas.

Biografia do Autor:
Luís Miguel Bernardo licenciou-se em Engenharia Electrotécnica na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e obteve os graus de Mestrado e Doutoramento em Física na Universidade Virginia Tech nos EUA. Foi membro do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto onde ensinou, investigou e exerceu atividades administrativas até à sua aposentação como professor catedrático em 2012. Realizou investigação em áreas como processamento óptico, holografia, óptica não linear e ultrarrápida. Interessou-se pelas aplicações óticas na medicina e indústria, pela museologia bem como pela  história e divulgação da ciência. Foi diretor do Museu de Ciência da Universidade do Porto de 2004 a 2015. É autor e coautor de numerosos artigos científicos. Escreveu textos didáticos e é coautor de duas patentes e de catálogos de exposições: Dois Séculos — instrumentos científicos na história da Universidade do Porto (2011) e 250 Anos da Criação da Aula Náutica do Porto (2012). É autor dos livros Histórias da Luz e das Cores (3 vols., 2005-2010), Cultura Científica em Portugal: Uma perspectiva histórica (2013) e Visão, Olhos e Crenças (2018), Luz, Vida e Saúde (2020).

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