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O que é uma Superinteligência? | Ciência às Seis (on-line)

23 de Março - 18h
17 março, 2021
O que é uma Superinteligência?
© Rómulo CCVUC

Dia 23 de Março às 18h, realiza-se via Plataforma Zoom, a palestra intitulada "O que é uma Superinteligência" com Filipe Luig, assessor na Coordenação Nacional da Transplantação e João Bettencourt Relvas, investigador principal do IMBC - Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto.

Sessão inserida no ciclo "Ciência às Seis" online, iniciativa do RÓMULO - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, coordenado por Carlos Fiolhais e colaboração de António Piedade.

Destinada ao público em geral, a sessão é de participação livre e não necessita de inscrição. No fim da apresentação dos oradores, os participantes poderão colocar questões e fazer comentários.

Resumo da Palestra:

A crescente probabilidade do desenvolvimento de uma inteligência artificial superior à humana tem vindo a aumentar em razão direta da própria preocupação na forma como é desenvolvida. A convergência de tecnologias vulgarmente designadas de NBIC (nano-bio-info-cogno) poderá eventualmente culminar num momento disruptor popularizado como singularidade tecnológica. Este instante, que por comparação com um evento como o de um buraco negro teria consequências imprevisíveis, resultaria numa inteligência para nós incomensurável designada de superinteligência.

Biografia dos oradores:

João Bettencourt Relvas  é licenciado em biologia pela FCUC  e doutorado em Genética Molecular (1997) pela Universidade de Lisboa após ter desenvolvido a sua tese no Imperial College  em Londres (1992-1997). Realizou trabalho pós-doutoral  na Universidade de Cambridge, no Reino Unido  (1997-2002), e foi “ Junior group leader” no Instituto Federal Suiço de Tecnologia em  Zurich (ETHZ) (2002-2008). Regressou a Portugal em 2009  como investigador principal do IBMC, que é agora parte do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) (https://www.i3s.up.pt/) da universidade do Porto. Neste instituto dirige o laboratório de Células da Glia, é coordenador do Programa Integrado de Neurobiologia e Doenças Neurológicas, e é membro da Direção (Vice-Director). A sua pesquisa incide sobre os mecanismos moleculares que regulam a função das células da glia, em especial da glia que produz a mielina, e também da microglia, que são  as células imunes residentes do sistema nervoso central. Estas células desempenham funções essenciais na fisiologia normal do cérebro, e a sua desregulação tem vindo a ser associada à génese e progressão de várias doenças neuropsiquiátricas e neurodegenerativas. É também professor associado convidado de Morfofisiologia na FMUP e co-fundador da Bioprospectum (https://bioprospectum.com/ ) uma startup que desenvolve  plataformas computacionais e análises in vitro para identificar moléculas com potencial anti-oxidante, anti-inflamatório e antimicrobiano na biodiversidade ibero-americana.

Filipe Luig é licenciado em biologia pela FCUL. Tem trabalhado em genética  molecular com enfoque no transplante de órgãos no IPST. Após um mestrado em nanotecnologias e engenharias da saúde, onde trabalhou no desenvolvimento de biochips no IST, frequentou também um doutoramento em nanociências na FCT onde trabalhou no desenvolvimento de LOCs (lab-on-chip devices). Foi professor adjunto na ESTeSL onde lecionou a cadeira DLA (aplicações da nano na bio). Desenvolveu recentemente uma tese de doutoramento “More Bit than Bio (...)” na FCUP, que discute a emulação do cérebro humano através da inteligência artificial. É fundador da inLET (https://my-inlet.wixsite.com/my-inlet), uma start-up em nanotecnologias e biologia molecular que visa a gestão e conservação pessoal de DNA e exerce atualmente a sua principal atividade profissional como assessor na Coordenação Nacional da Transplantação.

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