SIMÕES, Augusto Filipe (1835-1884)
Professor da Faculdade de Medicina
Naturalidade -
Coimbra, 18.6.1835 - Coimbra, 1.2.1884.
Filiação -
Manuel Simões Cardoso e Constança Jesuína Fernandes de Paula Cardoso.
Matrículas -
Matemática, 1850; Filosofia, 3.6.1854; Medicina, 6.10.1855.
Graus -
Bacharel, 14.6.1859; Licenciado, 21.6.1872; Doutor, 8.12,1872.
Cadeiras - S/
indicação de cadeira (1873-1875), substituto; Patologia Interna (1875-1876),
substituto; s/ indicação de cadeira (1876-1882), substituto; Patologia Cirúrgica
(1882-1884), lente.
Cargos -
Bibliotecário interino da Biblioteca da Universidade (1883-1884); Secretário da
Faculdade de Medicina (1874-1877).
Publicações -
Diversos artigos em jornais e revistas, principalmente na Gazeta de Coimbra, Revista
Académica, Arquivo Pitoresco, A Renascença, Literatura Ilustrada, etc., e outros trabalhos, entre os quais: Cartas da beira- mar (Coimbra, 1867); A invenção dos aerostatos reivindicada, Exame crítico das notícias e documentos
concernentes às tentativas aeronáuticas de Bartolomeu de Gusmão (Évora,
1868); Relíquias da arquitectura
romano-bizantina em Portugal e particularmente na cidade de Coimbra (Lisboa,
1870); Erros e preconceitos da educação
física (Coimbra, 1872); Introdução à
arqueologia da Península ibérica (Coimbra, 1878); Escritos diversos (Coimbra, 1888).
Observações -
Sócio efectivo do Instituto de Coimbra em 13.1.1859. Médico municipal da vila
de Góis em 1860-1862. Professor do Liceu de Évora
e bibliotecário da Biblioteca Pública de Évora em 1863; deve-se-lhe a
organização do Museu de Fr. Manuel do Cenáculo em 1869. Provedor da Santa Casa
da Misericórdia de Évora em 1871-1872. Representou a Universidade no 3º
centenário da Universidade de Leiden em 1875. Membro da comissão de reforma da
Academia das Belas Artes em 10.11.1875. Fundador da secção de Arqueologia do
Instituto de Coimbra, da qual veio a ser presidente. Deputado às Cortes por
Coimbra de 5.9.1880 a 1881. Secretário da comissão executiva da Exposição
Retrospectiva de Arte Ornamental de Lisboa, em 1882; recusou o grau de Oficial
da Ordem de Santiago, que lhe foi oferecido em retribuição deste trabalho.
Sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa, da Sociedade de
Geografia de Lisboa e da Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos
Portugueses, tendo-o esta última distinguido com uma medalha de ouro. Sócio
honorário da Associação dos Artistas de Coimbra. Vítima de uma psiconeurose, suicidou-se
por enforcamento num dos pavimentos inferiores dos Paços da Universidade, onde
residia.