Joaquim de Carvalho, 1892-1958
Joaquim de Carvalho nasceu na Figueira da Foz, em 1892. Licenciou-se na Universidade de Coimbra, primeiro em Direito (1914) e, depois, em Filosofia (1915). Estudioso, entre outros, da obra de Pedro Nunes, Francisco Sanchez, Luís Antonio Verney, Antero de Quental e Espinosa, destacou-se como um dos mais importantes historiadores da cultura filosófica portuguesa. Faleceu em Coimbra, a 27 de outubro de 1958.
Começou a sua carreira universitária como assistente em Filosofia (1916) e doutorou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 1917, com uma dissertação sobre António de Gouveia e o Aristotelismo da Renascença. Em 1918, publicou a sua tese sobre Leão Hebreu, filósofo, ascendendo ao magistério universitário. Foi Secretário da Faculdade de Letras de 1921 a 1935, Diretor do Instituto de Filosofia, em 1926, e Diretor do Laboratório de Psicologia Experimental da mesma Faculdade, entre 1938 e 1939. Fundou e dirigiu uma Biblioteca Filosófica e uma notável Revista Filosófica (1951-1958).
Entre janeiro de 1927 e agosto de 1931, a convite do então Reitor, Doutor Fernando de Almeida Ribeiro, foi Diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Neste cargo a sua atividade foi marcada por um pendor editorial, que lhe vinha do ativíssimo exercício na direção da Imprensa da Universidade, entre 1921 e 1934. A par da atividade meramente tipográfica, a Imprensa sob a sua administração assumiu, de forma muito evidente, o papel de uma verdadeira editora, e para mais pouco alinhada com o Regime político vigente. Para o afastar da Biblioteca, e durante um período de férias escolares, extinguiu-se o lugar de diretor vitalício e para o retirar da direção da Imprensa, esta foi simplesmente extinta por Salazar, em 1934.