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Camões no mundo

GRUPOS DE TRABALHO

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Camões e a Lusofonia

Investigador Responsável: Manuel Ferro

No quadro mais vasto do estudo da receção criativa de Camões ao longo dos séculos e nos nossos dias, torna-se evidente o capital simbólico do CIEC no estudo de Camões enquanto ícone de identidade e de globalização, um génio situado e um génio irradiante ao mesmo tempo (uma vez que é um autor representativo da transição estilístico-periodológica entre o Renascimento e o Maneirismo) da identidade cultural da Europa em confronto com novos espaços da presença humana e de outros modelos civilizacionais, sendo também um representante da consciência nacional no contexto da literatura anti-Filipina, personificação do lusitano Volksgeit e paradigma do “Poeta maldito” no imaginário romântico e pós-romântico.

Nesta perspetiva, esta área de investigação do CIEC visa desenvolver em torno de Camões e do efeito endoliterário e exoliterário do Poeta (nas esferas nacional, lusófona, europeia e universal) um processo de criação e transferência de saber idêntico ao de outros países com centros dedicados a Cervantes, Dante, Shakespeare e Goethe.

Neste contexto, assume particular relevância a valorização de Camões nas dinâmicas da lusofonia em contexto de globalização, lançando ou intensificando os vínculos operativos com os centros do Instituto Camões e outras instituições similares de Língua, Literatura e Cultura Portuguesas dispersos pelo mundo. Arrogando-se como uma pertinente subárea de trabalho da projeção do Poeta no Mundo, o estudo da importância que Camões alcança enquanto modelo, referência ou simples sinédoque da cultura e literatura portuguesas na contemporaneidade, propõe a abordagem de interlocuções produtivas estabelecidas entre o seu legado e autores da atualidade, quer em Portugal, quer nos países lusófonos. Naturalmente que, sempre que se justifique, poderá a esfera da lusofonia ser amplificada e estes estudos serem alargados a outras culturas e literaturas que estabeleçam uma relação dialógica com o nosso Poeta.